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    Projeto de pesquisa


    Alunos do AM ganharam a votação do júri popular do Prêmio da Samsung

    Equipe composta por 15 alunos desenvolveu o projeto que transforma escamas de peixe em fibras algodonosas

    Manaus - Alunos do 1º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, localizada em Manacapuru, distante 99 quilômetros de Manaus, foram escolhidos pelo júri popular, por meio de votação do Prêmio “Respostas para o Amanhã”, promovido pela Samsung. A equipe composta por 15 alunos desenvolveu o projeto que transforma escamas de peixe em fibras algodonosas com aplicabilidades nas áreas de saúde e industria como na produção de curativos, filtros e papéis, tudo de baixo custo. O projetos recebeu um troféu de reconhecimento, além de uma TV e um notebook.

    Primeiro, o grupo utilizou as escamas de peixes que seriam descartadas para fabricar uma espécie de papel exótico, que servisse de base para numerosos produtos. A matéria-prima foi arrecadada com cooperativas de famílias de pobres. 

    A partir deste papel, os alunos conseguiram produzir uma fibra similar a um algodão, com aplicabilidade para três funções testadas. A primeira foi como bandagens curativas para pessoas diabéticas. Pessoas com esta doença têm dificuldade com cicatrização.

    Outras duas escolas foram escolhidas pelo júri popular, por meio de votação realizada entre os dias 23 e 29 de setembro. São elas: IEE Guilherme Clemente Koehler – Ijuí (RS) e IFPA – Campus Belém – Belém (PA). Os projetos receberão um troféu de reconhecimento.

    Projetos de estudantes cearenses vencem prêmio

    A sexta edição do Prêmio “Respostas para o Amanhã” conheceu os três ganhadores. As equipes das escolas EEMTI Marconi Coelho Reis, de Cascavel (CE), EEM Ronaldo Caminha Barbosa, também de Cascavel, e EEEE Angelo Scarabuc, de Franca (SP). O projeto é uma iniciativa global da área de Cidadania Corporativa da Samsung, que tem como premissa promover a educação para as futuras gerações.

     As três escolas foram escolhidas por uma comissão julgadora formada Samsung, Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Educação, Organização de Estados Ibero-americanos, CENPEC, Universidade de São Paulo e Todos pela Educação.

     A EEMTI Marconi Coelho Reis ficou com o primeiro lugar por apresentar um experimento com a folha da goiabeira. Os testes com a substância apontaram cicatrização mais rápida de queimadura de primeiro grau, quando em contato com a pele, além de ser biodegradável. Cada aluno da equipe vencedora ganhará um smartphone Samsung. O professor orientador e cinco estudantes representantes também serão contemplados com uma viagem para São Paulo, no mês de outubro de 2019, para participação da etapa Regional do Prêmio “Respostas para o Amanhã América” Latina.

     Da mesma cidade cearense, a EEM Ronaldo Caminha Barbosa apresentou um projeto para combater a escassez de água em hortas da região. Como prêmio pelo segundo lugar, um notebook da marca será entregue para cada integrante do grupo.

     De Franca, no interior de São Paulo, vem o terceiro representante escolhido. A EE Angelo Scarabucci desenvolveu capacetes a partir de materiais descartados usados na fabricação de calçados. Cada aluno responsável pelo projeto receberá um tablet Samsung.

     “Tivemos, mais uma vez, projetos de todo o Brasil inscritos para o prêmio. Os três vencedores apresentaram soluções que ajudam no desenvolvimento das comunidades onde vivem, promovendo soluções realmente inovadoras em benefício da população. O “Respostas para o Amanhã” tem contribuído, desde 2014, para transformar a sociedade e isso se faz com educação. Os alunos e professores das três instituições de ensino estão de parabéns”, comenta Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.

    Projetos campeões:

    Primeiro lugar: EEMTI Marconi Coelho Reis – Cascavel / CE

    Desenvolvimento de biofilme a partir da Psidium guajava para aplicações diversas

    Tratamento com a folha da goiabeira. Com amido, glicerol e água na composição, é retirada da folha uma substância similar a farinha. O amido e o glicerol são plastificantes e no processo a seguir eles são peneirados e macerados. Os testes apontaram cicatrização mais rápida de queimadura de primeiro grau, quando em contato com a pele por uma semana. Por ser um composto biodegradável, a decomposição acontece sem agredir o meio ambiente.

     Segundo lugar: EEM Ronaldo Caminha Barbosa – Cascavel / CE

    AGRI+: Combatendo a escassez de água e melhorando a agricultura com polímeros sustentáveis

     A ideia do projeto surgiu depois que os alunos perceberam que as hortas plantadas na região não se desenvolviam adequadamente, em razão do solo salino e seco. O composto feito para resolver a questão tem cascas de manga e abacate e bagaço de cana-de-açúcar. Tal combinação consegue reter água no solo e o teste foi feito durante três semanas em um cultivo de cebolinha. O local não foi irrigado e deu resultado esperado. Por ser biodegradável e de baixo custo, é uma solução para outras regiões do país que sofrem com problema semelhante no solo e não agride o meio ambiente.

    Terceiro lugar: EE Angelo Scarabucci – Franca / SP

     Proteção dos pés para a cabeça: reutilização de resíduos produzidos na indústria calçadista na produção de um capacete sustentável para ciclistas

    Conhecida como a “terra do calçado”, Franca abriga mais de 100 indústrias, sendo considerada a maior produtora de calçados masculinos do Brasil e da América Latina. Contudo, as sobras dos resíduos são descartadas no aterro sanitário da cidade. Por sua vez, os alunos perceberam que a maioria dos operários das fábricas locais utiliza a bicicleta como meio de transporte, mas não utiliza nenhum equipamento de segurança por conta do seu alto custo. Juntando as duas pontas, os alunos desenvolveram o protótipo de um capacete à base de materiais descartados. A parte externa do capacete é constituída de polipropileno capaz de absorver impactos em caso de acidentes. Já o forro interno é composto de plastisol misturado com pó de couro utilizado na fabricação de palmilhas, o que garante a maciez. A alça do capacete é feita com tiras de couro da cabeça do boi. Apenas a fivela é feita de plástico.

    *Com informações da Assessoria