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    Investigação em Coari


    Vídeo: MP investiga perseguição à testemunha de corrupção em Coari

    Após a prestação de seu depoimento e da realização da operação Patrinus pelo MPAM, um servidor sofreu relocação e ausência de pagamento

    O Ministério Público do Amazonas (MPAM), pela 1ª Promotoria de Justiça de Coari (1ª PJC), investiga possível retaliação por parte da Prefeitura de Coari contra o engenheiro civil Geraldo Severino da Costa Sobrinho, servidor efetivo do órgão, depois dele ter prestado depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

    Na ocasião, a testemunha apontou diversas irregularidades em obras públicas, naquele município, sob fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

    "Após a prestação de seu depoimento e da realização da operação Patrinus pelo MPAM, o servidor sofreu relocação e ausência de pagamento de sua remuneração", explicou o Promotor de Justiça Weslei Machado, titular da 1ª PJC.

    Transferência

    De acordo com o promotor, no dia 8 de agosto de 2019, algumas semanas depois de prestar depoimento ao Gaeco, o engenheiro foi transferido da Secretaria Municipal de Obras para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, onde não há o desempenho de nenhuma das atribuições inerentes ao cargo de Engenheiro Civil.

    No mês de outubro, logo depois da deflagração da Operação Patrinus, a remuneração de Geraldo não foi paga pela Prefeitura de Coari. Segundo o promotor de Justiça, o ato poderá caracterizar improbidade administrativa por violação dos princípios da legalidade, da moralidade administrativa e da impessoalidade.

    Pedidos iniciais da investigação

    O MPAM requereu do prefeito e do secretário de Administração de Coari cópia da Ficha Financeira dos anos de 2018/2019 dos servidores públicos Geraldo Severino da Costa Sobrinho, Ildison Barroncas Passos e Gilmar Ferreira Barbosa; informações sobre a razão da ausência de pagamento da remuneração do mês de outubro de 2019 de Geraldo Sobrinho, bem como a cópia de sua ficha de frequência do mês.

    Patrinus 

    As investigações que culminaram na Operação Patrinus duraram cerca de 18 meses, tempo suficiente para que a força-tarefa reunisse material suficiente para sustentar os pedidos de prisão temporária, busca pessoal e de busca e apreensão.

    A operação, deflagrada na manhã do dia 26 de setembro, resultou na prisão do prefeito de Coari, Adail José Figueiredo Pinheiro, o empresário Alexsuel Rodrigues (sócio da empresa AMS Rodrigues), o sargento PM Fernando Lima (assessor do prefeito) e o vereador Kleiton Batista (presidente da Câmara Municipal de Coari).

    Os mandados de busca e apreensão e busca pessoal foram cumpridos em residências de alguns secretários municipais, vereadores, empresários de Coari e Manaus, além da deputada estadual, todos envolvidos supostamente num esquema criminoso operado em forma de organização criminosa, criada para fraudar licitações, lavar dinheiro e corromper a estrutura de poder do município. As equipes da Polícia Civil recolheram computadores, documentos, aparelhos celulares e uma grande quantidade de dinheiro.

    *Com informações da assessoria

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    Assista a reportagem | Autor: Gabriela Moreno/ TV Em Tempo