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    Repúdio


    Caso rinha de cães: juiz que atua em Manaus é alvo de Fake News

    Revoltados, milhares de internautas compartilharam a imagem errada do magistrado que atua no Amazonas com a legenda “esse é o juiz que apoia vagabundos de rinha”

    A imagem usada para difamar o magistrado do Amazonas está disponível no site do TRT11
    A imagem usada para difamar o magistrado do Amazonas está disponível no site do TRT11 | Foto: Divulgação

    Manaus - O juiz André Luiz Marques Cunha Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região – Amazonas e Roraima (TRT11), foi alvo de Fake News nesta quarta-feira (18). O magistrado teve o nome confundido com o do juiz André Luiz da Silva da Cunha, que atua no Fórum de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. O magistrado paulista foi o responsável pela liberação de 40 dos 41 presos durante operação da Polícia Civil, responsáveis por promoverem uma “rinha” de cachorros em Mairiporã.

    Revoltados com a decisão do juiz paulista, milhares de internautas compartilharam a imagem do magistrado que atua em Manaus. A foto de André Luiz Marques com a legenda “esse é o juiz que apoia vagabundos de rinha”, ao lado de cães da raça Pitbull com marcas de maus-tratos, teve ao menos 26 mil compartilhamentos no Facebook.

    A imagem usada para difamar o magistrado do Amazonas está disponível no site do tribunal. O TRT11 e a Associação dos Magistrados do Trabalho da 11ª Região (Amatra XI) divulgaram notas repudiando as postagens que caluniam o magistrado de Manaus. A associação destacou que o juiz foi “vítima de fake news” e exposto a “discursos de ódio gratuitos”. Além disso, a entidade informou que vai requerer medidas judiciais para “salvaguarda da honra” de André Luiz Marques Cunha Júnior.

    Motivo da revolta 

    Na segunda-feira (16), o juiz paulista manteve a prisão de apenas um dos 41 detidos durante a operação policial em Mairiporã em uma audiência de custódia. 

    Conforme a decisão, um peruano preso na ação foi o único a ter prisão transformada em preventiva porque o juiz André Luiz da Silva entendeu que ele é um dos organizadores do evento e que, em liberdade, poderia atrapalhar as investigações. 

    A soltura dos demais foi determinada, pois todos são réus primários e possuem residência fixa no País. Além disso, o juiz afirmou em sua decisão que “os fatos não são graves a ponto de justificar a decretação da prisão preventiva”.