Comunidade


População de área de risco teme desabamentos no Val Paraíso, em Manaus

Alguns moradores correm riscos em residências. Já houve rachaduras e desabamentos no Val Paraíso

Comunidade Valparaíso | Foto: Erica Aquino

Manaus - Rua Careiro Castanho, comunidade Valparaíso 2, Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. Os moradores do local estão em situação perigosa, barrancos e morro ao redor, podem desabar e deslizar a qualquer momento trazendo danos a quem vive no local.

Com o inverno amazônico a situação piora, as fortes chuvas na capital favorecem os desastres. "Esses últimos 15 dias tem sido difícil. Na madrugada de sexta para sábado teve deslizamento e de sábado até agora já teve o terceiro deslizamento", conta o soldado naval João de Deus, de 53 anos.

Alguns moradores correm riscos em residências. Já houve rachaduras e desabamentos. A dona de casa Rosângela da Silva, de 45 anos, relata “Minha casa está com muitas rachaduras, há risco de desabar, então a gente fica com medo. Temos medo do pior, mas não há para onde ir", relata.

A dona de casa Patrícia Conceição, de 33 anos teve parte desabada na madrugada durante forte chuva “Nos acordamos de manhã e o banheiro já estava embaixo, ai nós ficamos assustados com medo da casa ir junto”, diz a dona de casa.

Em conversa com a reportagem, a mulher contou que tem uma filha cadeirante e que agora o banho é feito na pia da cozinha. Os riscos e o medo do desabamento fizeram com que alguns mudassem de moradia temporariamente, como foi o caso de Cesara Augusto, de 32 anos. “Essa situação a todo ano se agrava mais. Dificulta a sustentação das nossas casas. Aconteceu essa última chuvada, o barro arriou bastante e ficou inviável da gente morar aqui”, diz o homem em entrevista a equipe do Portal Em Tempo.

Nos últimos dias de chuva na capital, os prejuízos para a comunidade foram muitos, além das casas serem prejudicadas, o caminho de passagem das crianças à escola foi comprometido. “Vai começar as aulas agora, aqui era descida e subida das crianças para colégio, agora como vai ficar? As crianças vão ter que fazer outro retorno mais longe para chegar ao colégio, vai ser mais complicado”, comenta Rosângela.

A dona de casa Maria Auxiliadora, de 53 anos, faz um pedido de socorro em nome da comunidade. “Eu to com muito medo, nós podemos estar dormindo de madrugada, a água levar essa casa e morrermos soterrados. Então eu estou pedindo ajuda do poder público”, comenta a mulher.