Assalto


Sindicalista do Amazonas confirma ameaça de morte

Segundo Givancir de Oliveira, a ação criminosa pode ter sido retaliação a denúncias feitas por ele contra políticos e empresários de Iranduba

Conforme informações da Polícia Civil do Amazonas, durante o delito foi subtraído R$ 200 mil que estavam em um cofre
Conforme informações da Polícia Civil do Amazonas, durante o delito foi subtraído R$ 200 mil que estavam em um cofre | Foto: Suyanne Lima

Manaus - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira, informou durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda (3), às 15h, na sede do sindicato, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Sul de Manaus, que está recebendo ameaças de morte e foi alvo de ataque criminoso em sua residência no município de Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta da capital). 

Conforme informações da Polícia Civil do Amazonas, durante o delito foi subtraído R$ 200 mil que estavam em um cofre e um veículos da família. A vítima disse que ao invadirem o imóvel os criminosos perguntaram sobre o paradeiro do sindicalista.

Givancir acredita que se estivesse na casa poderia ter sido morto pelos cinco assaltantes que invadiram o local. Ela afirma que tem recebido ameaças de morte de lideranças políticas de Iranduba. 

Devido ao fato de ele não estar no local e a vulnerabilidade dos presentes, dentre eles motoristas, uma babá e a filha de Givancir que é portadora de síndrome de down, o presidente acredita que os bandidos tenham aproveitado para cometer o roubo.

“Como que uma imprensa tendenciosa publicou valores se o cofre estava fechado? Em momento algum eu vi a imprensa pressionar a polícia para saber quem é a quadrilha e o porquê estavam na minha casa, perguntando pelo meu nome. A minha sorte foi eu não estar lá. A minha filha especial foi feita de refém”, disse Givancir.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários contestou a quantia divulgada pela polícia e afirmou que durante o assalto foram levados um valor entre R$50 e 60 mil, que seriam oriundos dos familiares e de bens vendidos como motocicletas, que seriam utilizados para a reforma da casa.

“Os criminosos falaram para os funcionários para que eu não mexesse com os políticos de Iranduba. Até agora nada foi esclarecido e o processo continua parado. Irei cobrar providências do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) ”, argumentou.

O sindicalista afirmou que há anos recebe ameaças de morte por denunciar a corrupção dentro de órgãos públicos de Iranduba e da prefeitura da cidade. “Muitas pessoas no Iranduba estariam interessadas na minha morte. Se fosse um assalto comum eles levariam tudo e iriam embora. Mas ao contrário disso, mandaram recados em nome do prefeito e etc. Eu não acredito que o prefeito esteja envolvido nessa armação”, relatou.

Para concluir, Givancir destacou que irá pedir que o caso seja conduzido por uma autoridade policial da capital e pediu celeridade nas investigações do caso. “A minha segurança e da minha família será reforçada até que tudo se resolva”, finalizou.

Investigações

Questionada pelo Em Tempo sobre o andamento das investigações, a Polícia Civil do Amazonas informou por meio de nota que de acordo com a delegada Sylvia Laureana, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP),  um Inquérito Policial (IP) foi aberto para elucidar o caso, bem como, identificar os indivíduos envolvidos.

Na tarde desta segunda-feira (3), a delegada disse que foi solicitada perícia no local do crime e no veículo utilizado na fuga dos criminosos. A delegada destacou que as investigações seguem em andamento para elucidar o caso.