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    Manifestação


    Moradores cobram segurança após série de mortes na Zona sul de Manaus

    Com apoio de carro de som, cartazes e balões brancos, mais de 200 manifestantes caminharam pelas principais vias da Zona Sul de Manaus e cobraram segurança e celeridade nas investigações das mortes dos jovens Thiago e Lívia

    Manifestação iniciou no mesmo local onde ocorreu o tiroteio
    Manifestação iniciou no mesmo local onde ocorreu o tiroteio | Foto: Divulgação

    Manaus - "Zona Sul pede Paz e Justiça por Thiago e Lívia", esse foi o apelo feito pelos familiares de Lívia da Silva Leite, de 15 anos, e Thiago Gomes da Silva, 18. Amigos e outros moradores da comunidade realizaram uma manifestação, na tarde desta terça-feira (4), na rua Marquês da Silveira com a avenida Parintins, bairro Cachoeirinha, mesmo trecho onde ocorreu um tiroteio e os jovens acabaram baleados na noite do dia 29 de janeiro deste ano.  Lívia morreu no mesmo dia ao dar entrada no hospital e Thiago morreu dois dias depois.

    Com apoio de carro de som, cartazes e balões brancos, os 200 manifestantes caminharam pelas principais vias do bairro e cobraram segurança e celeridade nas investigações do caso. Além dos dois jovens mortos, outras três pessoas ficaram feridas. No dia do crime, a polícia informou que ocupantes de um veículo modelo Voyage, cor cinza e placa OAK-6092, desceram e efetuaram vários disparos nas pessoas que estavam em um bar.

    No entanto, um morador da área, que, por questão de segurança pediu anonimato, informou que o alvo dos atiradores seria um homem, não identificado, que estava pichando um muro da localidade com a sigla da facção criminosa Comando Vermelho (CV). 

    Clique aqui para ver o ranking das mortes violentas em Manaus

    Conforme familiares, Thiago e Lívia foram vítimas inocentes da violência que devasta a capital amazonense, principalmente a Zona Sul. Segundo o levantamento do Em Tempo, a região é a segunda no ranking entre as zonas de Manaus com mais mortes violentas esse ano. Só em janeiro foram 32 casos na região.

    Ainda conforme os familiares, os jovens estavam no bar porque estavam fugindo de uma chuva. Eles foram surpreendidos com o tiroteio. 

    "Na periferia não mora só bandido, também moram trabalhadores, cidadãos e pais de família. O Thiago não era bandido, ele partiu precocemente. Eu desafio qualquer pessoa que prove ao contrario sobre a reputação do meu sobrinho. Dói ver um jovem perder a vida, ver o povo amedrontado e, principalmente,  dói ver a população com medo dentro das próprias casas", disse Carlos Mota, tio de Thiago.