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    Julgamento


    Homem que matou companheiro da ex é condenado a 13 anos, em Manaus

    A defesa diz que Jhonny matou o marido da ex-mulher para se defender e acusação afirma que o motivo do crime foi por ciúmes

    O crime aconteceu em junho de 2017
    O crime aconteceu em junho de 2017 | Foto: Leonardo Mota e reprodução

    Manaus – Aconteceu na manhã desta o julgamento do Jhonny Herculano da Fonseca, de 22 anos, acusado pela morte do técnico de refrigeração Ederson Paes da Silva, de 33 anos, em junho de 2017. A vítima morreu após ser esfaqueada no peito. O crime na rua Danilo Correa, bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. O réu foi condenado a 13 anos e quatro meses de reclusão.

    A sessão iniciou às 8h e aconteceu na 2ª Vara do Júri, presidida pela juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, no plenário do Fórum Ministro Henoch Reis, bairro de São Francisco. O réu estava vestido com o uniforme padronizado da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e a todo instante balançava as pernas e permanecia olhando para baixo. 

    A vítima foi morta após ser esfaqueada em 2017
    A vítima foi morta após ser esfaqueada em 2017 | Foto: Reprodução

    A família e a mãe de Ederson, Maria Rita Paes da Silva, estavam no local com camisas com dizeres de “Saudades. Posso passar muitos dias sem te ver, muitos dias sem te abraçar, mas isso nunca fará parar de te amar”.

    Ela contou que espera justiça pela morte do filho. “Isso aconteceu há dois anos e oito meses. Eu espero que realmente haja justiça. Só isso que eu quero e espero. Nem todos vieram, mas estamos aguardando por respostas. Ele tirou a vida do meu filho, foi banal, infelizmente”, disse emocionada.

    A família pedia justiça pela morte de Ederson
    A família pedia justiça pela morte de Ederson | Foto: Bruna Oliveira

    Depoimento do acusado

    O réu falou diante do júri e dos presentes no Tribunal que no dia do fato estava cumprindo regime no semiaberto. Segundo ele, recebeu a ligação da ex-esposa e que foi durante a noite para buscar o filho na casa dela para deixá-lo com a mãe. 

    Ele informou que Ederson estava se relacionando com a ex-esposa e que o ameaçava constantemente. “Quando ele chegou eu estava sentado no sofá e fiquei nervoso. Ele já tinha me ameaçado e foi duas vezes na minha casa”. 

    Questionado sobre o motivo do réu matar a vítima, Jhonny disse para os jurados que agiu por legítima defesa porque a vítima veio para cima dele, dando a entender que iria agredi-lo. “Eu corri, peguei a faca na cozinha e esfaqueei ele. Ele chegou discutindo, eu me defendi”, relatou.

    A ex-esposa do acusado, apenas mencionada como Adriele, não compareceu ao julgamento. A acusação usou o depoimento em registro de boletim de ocorrência. Ela afirma que Jhonny questionou se ela estaria grávida do atual namorado e que o réu deu duas facadas em Ederson, sem a chance de defesa. “O laudo confirmou que ele não teve a chance de se defender”, disse a promotoria. 

    O réu pediu perdão da família enquanto falava. “Jamais quis tirar a vida dele ou de qualquer pessoa”, disse Jhonny emocionado. Durante a fala da defesa, os advogados pediram para o réu levantar a camisa e mostrar as marcas. Ele foi esfaqueado pelos populares e na época encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Declararam ainda que o crime não foi premeditado e que apenas foi na casa buscar o filho. 

    Relembre o caso 

    O caso foi registrado, na época, no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). De acordo com informações de policiais militares da 3ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atenderam a ocorrência, logo após desferir a facada na vítima, Jhonny foi agredido e esfaqueado por populares que presenciaram o crime.

    O suspeito e a vítima foram encaminhados ao Pronto-socorro 28 de Agosto. Ederson não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. Jhonny continuou internado em estado grave e se encontrava sob custódia da polícia. Após ser liberado da unidade, ele voltou para cumprir pena no Sistema Penitenciário.