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    Condenação


    Canoeiro é condenado pelo homicídio culposo de filho que caiu em rio

    Durante uma discussão entre Josias de Oliveira Alves e a ex-companheira dele, Cleudes Maria Batista de Moraes, o filho do casal de quatro meses caiu no Rio Negro e morreu afogado

    O canoeiro foi condenado a três anos e nove meses em regime aberto
    O canoeiro foi condenado a três anos e nove meses em regime aberto | Foto: Divulgação

    Manaus – O canoeiro Josias de Oliveira Alves foi condenado, no final da tarde desta quinta-feira (20), pelo homicídio culposo indireto do próprio filho, Pablo Pietro, de quatro meses, que caiu no Rio Negro em agosto de 2015. O júri também condenou Josias por lesão corporal contra Cleudes Maria Batista de Moraes, a ex-companheira dele. As somatórias das penas totalizaram três anos e noves meses em regime aberto.

    A sessão de julgamento popular foi presidida pelo juiz titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, Celso Souza de Paula e iniciou às 9h, de quarta-feira (20), no plenário principal do Fórum Ministro Henoch Reis, bairro de São Francisco.

    Segundo as investigações, após termino da relação, Josias passou a prestar ajuda financeira à ex-companheira. No dia do crime, o homem marcou encontro no porto São Raimundo com Cleudes para entregar-lhe determinada quantia. Então, a ex-mulher do canoeiro dirigiu-se com o filho de Manacapuru para o porto.

    Ainda conforme a polícia, Josias chegou no local e passou a discutir com Cleudes, culminando em agressões mútuas. Instantes depois, com os ânimos mais calmos, Josias e Cleudes, mais o bebê, entraram em um bote.

    No bote, os dois teriam iniciado uma nova discussão que resultou na criança caindo no rio. Na época do delito, o canoeiro confessou o crime, mas voltou atrás nas versões. A defesa de Josias, representada pelo advogado Christian Araújo de Souza, ressaltou ter ficado satisfeita com o resultado da sentença.

    “Estamos felizes e, pelo entendimento dos jurados que são soberanos, foi feito justiça na tarde de hoje. Usamos como estratégia estudar o apanhado e histórico da vida dos envolvidos na situação, ou seja, Josias e Cleudes. Esse estudo cronológico foi fundamental e embasou que Josias era influenciável e que os depoimentos confessando o crime foram manipulados”, disse.

    Conforme a defesa, o plenário entendeu que o que aconteceu foi apenas um acidente e, por isso, o canoeiro foi condenado por homicídio culposo e por lesões corporais contra a ex-companheira.

    O canoeiro Josias está livre e deverá apenas comparecer à Justiça em datas determinadas para assinar o processo.