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    Desaparecido


    Mãe chora em busca do filho desaparecido há quase 2 anos em Manaus

    Jackson Lorran desapareceu em 2018 e a família não perde a esperança de encontra-ló.

    | Foto: Reprodução

    Manaus - O drama que alcança várias famílias, hoje assola o lar da mãe Ana Luene de Souza Gonçalves, de 36 anos. Pela live feita no perfil de “Pessoas desaparecidas em Manaus”, do delegado Mauro Duarte, a mãe do desaparecido conta que nunca imaginou viver tal situação, mas tudo mudou há um ano e sete meses quando o único filho homem,  Jackson Lorran Gonçalves de Oliveira, desapareceu no bairro Educandos, na rua Leopoldo do Peres, Zonas Sul da cidade de Manaus.

    O estudante, à época com 16 anos, está desaparecido desde o dia 12 de junho de 2018, quando foi visto pela última vez em frente à Caixa Econômica Federal, localizada no bairro em que morava. Na última sexta-feira (21), o jovem completou 18 anos. 

    Ana conta que o filho sempre foi tranquilo e responsável com a casa e os estudos. Na manhã do desaparecimento, ela foi até o quarto do adolescente para acordá-lo, pois ele estava atrasado para aula, mas, ao perceber o cansaço do filho, preferiu deixar Jackson descansar. Como de costume, a mãe ligou para o filho no horário do almoço, mas não obteve contato, ainda naquela tarde os familiares já estavam preocupados com a falta de notícias do adolescente.  

    À noite, a família continuou tentando localizar o menino, mas só conseguiu notícias por meio da então namorada de Jackson, que confirmou o desaparecimento do adolescente. Desesperada, Ana procurou a delegacia mais próxima, mas foi orientada pelos policiais a realizar os procedimentos somente 24 horas após o ocorrido, caso o estudante não aparecesse.  

    Jackson completou 18 anos na última sexta-feira (21)
    Jackson completou 18 anos na última sexta-feira (21) | Foto: Arquivo Pessoal

    Nos primeiros cinco meses do desaparecimento do filho, a mãe cobrou explicações da polícia, mas a investigadora do caso afirmou que Jackson estava morto e o corpo havia sido desovado (abandonado) no rio. Aflitas, mãe e nora foram em busca do corpo, sem ajuda da polícia, pois, segundo Ana, os policiais se recusaram a acompanhá-las.

    Sem encontrar o corpo, as buscas por respostas continuaram até que a trabalhadora recebeu a notícia que um rapaz estaria sendo mantido refém por dois homens em uma casa abandonada. Ao chegar no local, Ana foi recebida pelos criminosos, que negaram a presença de um refém na casa e a ameaçaram com uma arma - caso a mesma persistisse na interrogação. Ao implorar por respostas, os homens deixaram a mulher olhar a casa e, segundo ela, de fato não havia ninguém.

    Jackson continua desaparecido e Ana diz receber inúmeras informações falsas todos os dias. Ela conta que, desde o dia 12 de junho de 2018 a vida não é mais a mesma.

    “A minha esperança nunca vai morrer. Eu tenho direito de saber onde está meu filho ou até mesmo enterra-lo. Nenhuma mãe merece perder o filho assim. Eu passo dia e noite indo atrás dele e não tenho respostas”, contou Ana em meio ao choro enquanto conversava com o delegado.

    A busca da família não para. Quem tiver informações sobre o adolescente, hoje com 18 anos (completados ontem 21/02), pode entrar em contato pelo número: (92) 99199-3308, ou pela central de pessoas desaparecidas: (92) 99609-1361