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    Desocupação


    Governo oferta ajuda para que famílias retirem imóveis do Monte Horebe

    Reunião ocorreu na manhã deste sábado (29), porém o apoio com caminhões, disponibilizados pelo Governo, não foi aceito pelos moradores

    O processo de reintegração do Monte Horebe continuará, com a ocupação do local pelas forças de segurança e o aparato social do governo a partir da próxima segunda-feira (2) | Foto: Daniel Boechat/Em Tempo

    Manaus - Cinco pastores, autoproclamados líderes do Monte Horebe, e cerca de 150 pessoas participaram, na manhã deste sábado (29), de uma conversa com representantes da Secretaria de Segurança Pública, do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Polícia Militar, Polícia Civil e Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), cujo objetivo era organizar a mudança das famílias durante a ação de desocupação ordenada pelo Governo do Estado. 

    O governo estadual colocou à disposição caminhões para os interessados retirarem os pertences. Entretanto, as pessoas presentes à reunião não manifestaram interesse em utilizar os veículos para remoção dos móveis e, por isso, os caminhões não foram deslocados para a área.

    A ação de desocupação é resultado de um acordo judicial firmado pelo Governo do Amazonas com a DPE para recuperação da área e assistência às famílias. O processo de reintegração do Monte Horebe continuará, com a ocupação do local pelas forças de segurança e o aparato social do governo a partir da próxima segunda-feira (2), data acordada na reunião do GGI, que ocorreu na última sexta-feira (28), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública. 

    Além de secretarias de Estado diretamente envolvidas na ação, como de Assistência Social (Seas), de Justiça (Sejusc), de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), também participaram representantes da DPE, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público (MPE).

    Dar toda a assistência social às famílias que de fato precisam de moradia, com a realização de um cuidadoso cadastro social é no que está focado o Governo, para que este seja o diferencial do processo de reintegração do Monte Horebe. Como disse a secretária de Justiça, Caroline Braz, na reunião do GGI, “não vamos fazer como historicamente foi feito pelos Governo passados: tratar as pessoas que precisam de um lugar para morar como se elas fossem problema, quando de fato não são. As que precisam de assistência, essas terão a devida atenção do Estado”.

    O Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015, que expulsou as famílias do local sem qualquer assistência social. Como destacou o vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, que coordenou a reunião do GGI, o Estado atenderá as famílias em extrema vulnerabilidade social, que hoje vivem sem condições sanitárias mínimas, e que são reféns do avanço do tráfico que se instalou no Monte Horebe.

    *Com informações da assessoria