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    Rede de proteção


    Abordagem de menores em situação de mendicância é debatida em Coij

    Reunião entre integrantes da rede de proteção discutiu as dificuldades e avanços na garantia de direitos aos menores em situação de mendicância na cidade de Manaus

    Os integrantes da rede de proteção se reuniram para traçar planos sobre o assunto
    Os integrantes da rede de proteção se reuniram para traçar planos sobre o assunto | Foto: Divulgação

    Manaus - Durante reunião realizada nesta sexta-feira (13), os representantes de órgão públicos integrantes da rede de proteção a crianças e adolescentes do Amazonas apresentaram as recomendações para uma atuação mais enérgica dos membros do Conselho Tutelar nas abordagens de crianças e adolescentes em situação de mendicância ou exploração nas ruas de Manaus.

    O encontro, realizado no auditório do Fórum Des.ª Euza Naice de Vasconcellos, localizado no bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus foi para tratar dos resultados obtidos a partir dos encaminhamentos alinhados nas reuniões de janeiro e fevereiro de 2020.

    A desembargadora e coordenadora da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Amazonas (Coij/TJAM), Joana Meireles destacou a importância das reuniões para traçar planos e avançar nos assuntos de proteção aos menores do Estado do Amazonas. Entre os temas mencionados na reunião estão a ação dos conselheiros tutelares.

    “Nós acreditamos que só vamos ter sucesso se trabalharmos de uma maneira integrada. Essas reuniões têm a finalidade de analisar no que avançamos e no que precisamos melhorar. Os conselheiros tiveram várias orientações. Agora, estão sendo orientados de como fazer a abordagem. Por isso que eu digo que é muito importante essa nossa união para que consigamos reverter a atual situação que observamos nas ruas”, disse. 

    O trabalho dos conselheiros tutelares consiste em abordar as famílias, tomando conhecimento de cada a caso para os devidos encaminhamentos, seja de ordem de saúde, moradia ou documentação e, principalmente, orientando os imigrantes sobre a lei brasileira de proteção integral da criança e do adolescente.

    “Em 19 de fevereiro, nos reunimos para discutir que melhorias poderiam ser implementadas para trabalhar o direito dessas crianças. Nós temos visto essas crianças sendo usadas para mendicâncias e até mesmo aquelas com problemas de saúde. E não podemos compactuar com isso. Hoje, estamos avaliando o que foi solicitado de cada membro da rede de proteção, o que foi feito e de que forma ainda podemos atuar para melhorar a efetividade no trato com esse assunto”, complementou a promotora de justiça Nilda Silva de Souza.

    *Com informações da assessoria