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    Emergência


    Wilson Lima decreta situação de emergência na saúde pública do AM

    Suspensão das aulas da rede estadual em Manaus está entre as determinações do decreto

    A suspensão nas escolas estaduais no interior não foi decretada, mas a situação será avaliada, conforme a necessidade | Foto: Divulgação

    O governador do Amazonas, Wilson Lima, assinou, nesta segunda-feira (16), decreto de situação de emergência na saúde pública do Amazonas. O decreto, com vigência de 120 dias, determina novas medidas adotadas pelo Governo do Estado para fortalecer o trabalho de prevenção e controle do novo coronavírus (Covid19), já iniciado no Amazonas.

    Em pronunciamento nas redes sociais, em que respondeu questionamentos dos jornalistas e outros internautas, Wilson Lima anunciou a suspensão das aulas nas escolas da rede estadual de ensino da capital; além do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI).

    “Ficam suspensas as atividades letivas na capital por 15 dias. Conversei com o Luís Fabian, da Secretaria de Educação e Desporto do Amazonas, para que encontremos outra maneira de fazer com que essas aulas sejam ministradas para estes alunos, através, por exemplo, do nosso Centro de Mídias e também da TV Encontro das Águas. Essa determinação, tanto para as escolas quanto para o Cetam, UEA e FUnATI, recomendamos também às escolas particulares, que façam o mesmo”, sugeriu o governador.

    A suspensão nas escolas estaduais no interior não foi decretada, mas a situação será avaliada, conforme a necessidade.

    Outras medidas 

    O decreto prevê, ainda, a suspensão por 15 dias de eventos promovidos pelo Governo do Estado, incluindo a programação dos espaços culturais (centros, museus e galerias) administrados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, como visitas turísticas ao Teatro Amazonas e as aulas do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, na capital e no interior.

    Também estão suspensas as visitas aos presídios e centros de detenção, a participação de servidores ou empregados em eventos e viagens interestaduais e internacionais e as férias de servidores da saúde até 15 de maio.

    De acordo com o decreto, servidores acima de 60 anos, gestantes, lactantes e portadores de doenças crônicas estão liberados para trabalhar de casa pelo período de 15 dias, sem prejuízos à remuneração.

    O documento também estabelece que a autoridade portuária responsável pelo Porto de Manaus poderá suspender a atracação de cruzeiros e embarcações de grande porte. A Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH) avaliará, em cada caso, se a embarcação irá atracar e se os turistas desembarcam na cidade. A decisão será tomada em conjunto com Susam e Amazonastur.

    Fica suspenso, também, o recadastramento e prova de vida dos servidores inativos, junto à Amazonprev.

    O Comitê Interinstitucional Ampliado de Gestão de Emergência em Saúde Pública para Resposta Rápida aos Vírus Respiratórios, com ênfase no COVID-19, criado ainda em janeiro, passa a se reunir todos os dias.

    Estrutura 

    O secretário de Saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias, ressaltou que o Estado está preparado para atender casos confirmados de Covid19. O governador Wilson Lima ressaltou que não há falta de máscaras nas unidades de saúde, já que 90 mil máscaras chegaram nesta segunda-feira (16) e outras 130 mil chegarão até sexta-feira (20).

    A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) frisou que o Amazonas recebeu quantidade suficiente de testes para o novo coronavírus, enviados pelo Ministério da Saúde.

    “Temos que usar esses testes com racionalidade. Isso impõe que nós só façamos testes em pessoas que estiveram em áreas com transmissão ativa do vírus e que cheguem a Manaus ou ao interior sintomáticas. Eles têm que ter tido febre e pelo menos um sintoma respiratório (tosse seca, cansaço, falta de ar, dor de garganta, coriza)”, pontuou Rosemary.

    O paciente nessas condições deve se apresentar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou unidade de Urgência e Emergência da Susam. “A pessoa vai ser avaliada por um médico que vai definir se ela atende a essa definição de caso e o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas) vai ser acionado para fazer a coleta”, completou a diretora-presidente da FVS.

    O governador recomendou que, em caso de dúvidas, os cidadãos entrem em contato direto com o Ministério da Saúde por meio do número 136. Outra possibilidade é baixar o aplicativo para celular “CoronavirusSUS”.

     *Com informações da assessoria