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    Comunidade


    Estrutura precária de ponte do Mutirão expõe riscos a pedestres

    Há anos ponte não recebe revitalização e piora com o tempo

    A estrutura é sustentada por destroços da própria ponte | Foto: Erica Aquino

    Manaus – Por traz da rua Itaete, localizada no bairro Novo Aleixo, conhecido como 'Mutirão', Zona Leste de Manaus, a comunidade vive em situação de caos com uma única ponte  de madeira que 'facilita' o tráfego de pedestres. A estrutura é sustentada por destroços da própria ponte desgastada por anos de utilização.

    Segundo a feirante Jaciene de Paiva, de 41 anos, a ponte existe há mais de 20 anos e nunca foi revitalizada. “Essa ponte já tem mais de 20 anos. Devido o tempo, o fluxo de pessoas e as chuvas ela foi se deteriorando e nunca mais fizeram nada”, diz.

    Recentemente, em uma chuva forte, a ponte desabou e piorou a situação da comunidade. “Quando chove a ponte fica praticamente submersa e só tem esse ponto de acesso para muitas pessoas que passam aqui. A moça responsável pela feira ainda providenciou este concreto para sustentar por mais um tempo”, comenta a mulher.

    | Foto: Erica Aquino

    “Os riscos são grandes, já teve gente que caiu, escorregou e se machucou. Sem contar nas doenças que podemos pegar, quando chove todo o lixo vem para cá”, completa Jaciene.

    “A gente não pode passar com segurança com medo que a ponte caia. Tem muito lixo e rato. Podemos, inclusive, pegar alguma doença”, conta a dona de casa Rosária de Paiva, de 62 anos.

    De acordo com o feirante Gildo Rodrigues, de 66 anos, a dificuldade no acesso para o outro lado também prejudica os negócios dos feirantes da rua Itaete que dependem dos seus clientes para tirar seu sustento. “Nós necessitamos de uma passagem digna, de um lugar melhor para nós. Todos os feirantes necessitam, pois é disso que tiramos o nosso trabalho”.

    “Hoje aqui na feira nós estamos enfrentando uma grande dificuldade para os nossos clientes passarem do lado da Grande Circular ou do Jorge Teixeira para vir para feira por conta da situação dessa ponte que está arriando e a situação está indo de mal a pior”, comenta o empresário Elias Silva, de 50 anos.

    Outro lado

    Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informa que o local aguarda a chegada do projeto Corredor Ecológico do Mindú que deverá atingir aproximadamente 16 quilômetros de extensão do igarapé. A obra irá implantar um trabalho de macrodrenagem, pavimentação e outros benefícios. A secretaria já providenciou uma passarela provisória para ser instalada no local.