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    Sem Estoque


    Falta de álcool em gel em farmácias preocupa consumidores em Manaus

    Em efeito cascata, distribuidoras de medicamentos e farmácias estão sem álcool em gel nos estoques há um mês

    Previsão de farmacêuticos e do sindicato do setor é de que novo estoque do produto chegue a Manaus em 15 dias | Foto: Lucas Silva

    Manaus – Os estoques de álcool em gel em grandes redes de farmácias e supermercados acabaram desde o início do mês de março. O avanço dos casos de coronavírus (Covid-19) em Manaus nas últimas semanas tem preocupado os consumidores. O EM TEMPO percorreu a cidade de Manaus em busca do produto e os gerentes e farmacêuticos informaram que a previsão de reposição de estoque do produto é pelos próximos 15 dias.

    A falta do produto começa nas grandes distribuidoras de medicamentos. O efeito cascata cai sobre as redes regionais de farmácias. Gerentes informaram que estão aguardando para repor estoque e os consumidores consequentemente ficam sem o produto para a proteção contra o Covid-19. A grande preocupação é falta da previsão de reposição de estoque.

    Em uma farmácia localizada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, a gerência informou que o estoque de álcool em gel acabou há uma semana. O custo médio do recipiente, com 250 ml, estava no valor de R$ 5,00.

    Uma rede de farmácias no bairro Ponta Negra informou que são abastecidos por fornecedores da região Nordeste do país. Com as encomendas atrasadas, ainda há carregamentos chegando no estoque da drogaria. A gerente informou que no mesmo dia que a demanda chega, termina, devido à grande procura dos clientes. O único recipiente com álcool em gel que permanece na loja é de uso dos funcionários.

    Em outra rede localizada na avenida Djalma Batista informou que desde o início do mês de março estão sem vender álcool em gel. A gerente farmacêutica acrescentou que não estão trabalhando com estoque do produto e nunca havia acontecido o desabastecimento do produto nas prateleiras. A procura está intensa há semanas.

    Consumidores buscam diariamente por álcool em gel em farmácias e supermercados
    Consumidores buscam diariamente por álcool em gel em farmácias e supermercados | Foto: Bruna Oliveira

    Na drogaria localizada na avenida Max Teixeira, Zona Norte, há um mês estão sem estoque do álcool em gel e há uma grande procura por álcool líquido. A empreendedora Caroline Botelho, estava na drogaria na manhã desta quarta-feira (18) em busca do produto e não teve sorte. “Estou vindo lá da Zona Centro-Sul em busca do álcool em gel e não encontro em nenhuma drogaria. Vamos em outros estabelecimentos procurar. O que estamos fazendo como medida nos últimos dias é evitar sair de casa, já que estão pedindo para evitar o contágio”, ressaltou.

    Outra rede de farmácia localizada na avenida Desembargador João Machado, bairro Alvorada, Zona Oeste também está sem o produto. O preço vendido para o recipiente grande com 500 ml, estava no valor de R$ 20. Os gerentes afirmaram que os preços permanecem os mesmos, mesmo diante da grande procura dos consumidores pelo produto.

    Reposição de estoque 

    O presidente do Sindicato do Comercio Varejista de Drogas do Estado do Amazonas (Sindidrogas), Armando Reis, informou que a previsão para os distribuidores é de reposição a partir de 15 dias do estoque de álcool em gel. Reis afirmou que, por ser no Brasil, um grande produtor de álcool em gel e máscaras descartáveis, após a reposição de estoque, o preço tende a continuar com o valor acessível ao consumidor, mesmo diante da grande procura.

    A Secretaria Municipal de Direito do Consumidor e Ouvidoria - Procon Manaus (Semdec) informou que não houve autuações específicas em fiscalizações quanto ao aumento abusivo dos produtos. As informações repassadas em redes sociais sobre o assunto, segundo o órgão, são "Fake News". Ao todo, mais de 40 estabelecimentos foram fiscalizados. 

    O gestor do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor do Amazonas (Procon-AM), Jalil Fraxe afirma até o momento que os preços ainda permanecem na normalidade, tendo em vista que na grande maioria das farmácias, não há produtos para a venda. “Os preços estão dentro da normalidade, são os já praticados no comércio. O Procon e a CDC estarão juntos até que tenhamos uma resposta definitiva em relação à prevenção do Coronavírus”, reforçou.

    Alternativas procuradas

    Embora não haja mais produtos disponíveis para a venda, o manauara está buscando outras alternativas para a prevenção do Covid-19. Em todas as farmácias visitadas há promoções de pacotes com Vitamina C (ácido ascórbico).

    População está à procura de alternativas contra sintomas gripais
    População está à procura de alternativas contra sintomas gripais | Foto: Bruna Oliveira

    Os preços variam de R$ 10 em uma caixa do medicamento, em outras onde há promoção, o conjunto de três caixas é vendida por R$ 29,37, mas segundo informado pelos gerentes, não houve aumento do preço. Cerca de 80 a 100 caixas desses medicamentos estão saindo diariamente em todas as farmácias. 

    A grande procura é por medicamentos que combatam os principais sintomas de gripe e resfriado, entre eles: febre, dores musculares e dores de cabeça. Os mais procurados são: paracetamol, dipirona e os antigripais benegrip e multigrip. Encontramos valores acessíveis ao consumidor na drogaria localizada no bairro Alvorada, o Paracetamol em caixa está custando R$ 5,90 e a dipirona em gotas R$1,00.

    O presidente do Sindidrogas, Armando Reis afirmou que, se a demanda de compras de vitamina C continuar nas próximas semanas, o estoque pode acabar em dois ou três meses. 

    Cerca de 80 a 100 caixas são vendidas diariamente nas farmácias de Manaus
    Cerca de 80 a 100 caixas são vendidas diariamente nas farmácias de Manaus | Foto: Bruna Oliveira

    Balanço no AM

    No balanço de casos de coronavírus divulgados a partir do dia 29 de fevereiro até esta terça-feira (17), divulgados na tarde desta quarta-feira (18), a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) trabalha com 44 casos notificados como suspeitos, dos quais 39 estão descartados, três em investigação laboratorial aguardando resultado e um confirmado.

    Os dois casos confirmados no primeiro teste, um trata-se do diretor da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e outra paciente que esteve na Inglaterra nos últimos meses. Ambos estão em isolamento familiar e social e continuam sendo monitorados. Os dois pacientes presentam estado de saúde estável.