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    Cloroquina


    Anvisa alerta sobre o uso de 'Cloroquina' contra o coronavírus

    Alerta é para a população em geral, pois o uso do medicamento é restrito e ainda não há comprovação científica da eficácia contra o novo coronavírus

    O alerta é para o uso em casos de Covid-19, ainda não há estudos comprovados
    O alerta é para o uso em casos de Covid-19, ainda não há estudos comprovados | Foto: Reprodução

    Manaus – Ao contrário do que está sendo circulado nas mídias nas últimas 12 horas sobre o uso de Cloroquina contra o novo coronavírus, ainda não existe estudos que comprovam a eficácia do remédio contra a pandemia. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nota técnica foi publicada nesta quinta-feira (19). 

    O entusiasmo pela cura iniciou nos Estados Unidos com o Presidente Donald Trump.  A Anvisa esclarece que esses medicamentos são registrados pela Agência para o tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária. Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. 

    Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus. O grande perigo é a ingestão acidental por idosos e crianças. 

    Outro alerta é voltado para a automedicação que pode representar um grave risco à sua saúde. A nota técnica publicada pela Anvisa demonstra quais as indicações para o uso do medicamento. Entre eles estão: reumatismo e problemas de pele, inflamação crônica das articulações, artrite reumatoide juvenil (em crianças), lúpus, problemas de pele provocadas ou agravadas pela luz solar e malária, causada por protozoários Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. 

    O medicamento é indicado para casos de malária
    O medicamento é indicado para casos de malária | Foto: Reprodução

    O Ministério da Saúde apelou à população brasileira para que não adquirissem o medicamento, pois não há estudos comprovados em sua eficácia contra o Covid-19. 

    Especialista orienta

    O  médico infectologista, Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), ressalta que o uso do medicamento sem prescrição médica é um perigo para as pessoas, mediante à grande busca pela cura do novo coronavírus. 

    “O primeiro é que não se trata de uma panaceia (remédio) comum. Vi pessoas divulgando nas redes sociais que seria um medicamento salvador da humanidade. Não é bem assim. É um medicamento que tem o seu registro nos órgãos reguladores de saúde, especificamente para tratar malária e lúpus”, destacou Magela. 

    O especialista alerta também que o uso sem acompanhamento pode ser fatal. Ele afirma ainda que os efeitos colaterais podem desencadear consequências irreversíveis. 

    “Ela não deve de maneira nenhuma ser usada como preventiva e não deve ser com automedicação. Nas outras doenças já existe a dosagem segura, com relação ao coronavírus, ainda não sabemos. É preciso uma avaliação científica para ser passada pela população em geral. Ela não é uma droga com as outras e que possui efeitos colaterais como gastrite, problemas no coração“, pontuou o infectologista. 

    Entre os afeitos colaterais após o uso dos medicamentos estão enjoo, vômitos, diarreia, dores de cabeça, dores de barriga, irritação, coceiras, queda da pressão sanguínea, visão borrada e confusão mental.


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