Fonte: OpenWeather

    Chuva acima da média


    Manaus registra 156 milímetros de chuva nesta segunda, maior de 2020

    Foram 72 ocorrências registradas até à tarde desta segunda, pela Defesa Civil do Município. Entre os casos está a morte de uma criança de 11 anos

    A forte chuva vitimou criança, deixou trânsito intrafegável em algumas zonas da cidade e trouxe danos materiais
    A forte chuva vitimou criança, deixou trânsito intrafegável em algumas zonas da cidade e trouxe danos materiais | Foto: reprodução

    Manaus - Desde a madrugada desta segunda-feira (23) até às 14h, a Defesa Civil de Manaus registrou, por meio do Pluviômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), 156 milímetros de chuva, sendo o maior volume do ano para um único dia. 

    A Central da Defesa Civil (199) contabilizou um total de 72 ocorrências. Entre elas, 16 alagações, 28 deslizamentos de barranco, 11 desabamentos de casa, duas árvores tombadas, cinco casas em risco de desabamento, duas crateras abertas em via pública e duas casas de alvenaria prestes a desabar. As ocorrências foram registradas em todas as zonas da cidade.

    Foram registrados vários pontos de alagamentos. A avenida Torquato Tapajós ficou intrafegável nos dois sentidos. Alguns trabalhadores registraram o momento em que motoqueiros e motoristas tentam passar pelo local. Trabalhadores precisaram atravessar em meio a correnteza e esperar o nível da água baixar nas paradas de ônibus, localizadas no meio fio da via.

    Uma criança de 11 anos foi soterrada na Zona Centro-Oeste de Manaus. O muro da cozinha da residência desabou durante a forte chuva. Lama e partes de escombros ficaram sobre a criança, que acabou morrendo no local. 

    A criança ficou soterrada e morreu no local
    A criança ficou soterrada e morreu no local | Foto: Divulgação

    Em outra zona da cidade, no bairro Tarumã, o igarapé transbordou e colocou em risco a casa de um casal de idosos. Além da casa de alvenaria dos aposentados, moradores de residências próximas estão temendo pelas outras casas na região, pois, segundo eles, muros ameaçam desabar por conta do nível de água em um igarapé - que passa por trás das casas - juntamente com um barranco, que está cedendo e corre risco de deslizamento por cima das residências.