Fonte: OpenWeather

    Coronavírus


    Especialista explica evolução do coronavírus no AM: veja entrevista

    Em entrevista à WEB TV, o pesquisador Felipe Naveca esclarece dúvidas sobre o coronavírus no Amazonas

    Número de infectados em Manaus soma mais de 20 casos
    Número de infectados em Manaus soma mais de 20 casos | Foto: Reprodução

    Manaus - Em Manaus, o número de casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus cresce diariamente, com isso, muitas pessoas ficam em dúvida sobre a gravidade da nova doença e quais medidas devem tomar para se proteger. A fim de esclarecer as principais questões sobre o Covid-19, a jornalista Tatiana Sobreira entrevistou na manhã desta segunda-feira (23), Felipe Naveca, especialista na área de microbiologia e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Felipe Naveca é especialista na área de Microbiologia
    Felipe Naveca é especialista na área de Microbiologia | Foto: Em Tempo

    Mutações

    O primeiro passo é entender as origens do Covid-19. O cientista explica que a doença que vem acometendo milhares de pessoas não foi desenvolvida em laboratório, mas a partir da combinação de um vírus presente em animais com o organismo humano. Atualmente, supõem-se que o portador tenha sido um morcego.

    O Covid-19 já passou por nove mutações desde a primeira amostra coletada na China, o que é considerado comum, uma vez que os vírus evoluem com rapidez. Apesar disso, o mundo se esforça para descobrir as consequências das mudanças.

    A informação foi descoberta durante um sequenciamento de genoma finalizado nesse último domingo (22), em Manaus. Naveca revela que o procedimento cria um banco de dados, este auxilia na descoberta das ‘rotas’ do vírus, como ele funciona e qual é seu ponto fraco, possibilitando o desenvolvimento de drogas de combate que podem vir a ser remédios. 

    Medicações

    Apesar de não ter nenhuma comprovação científica definitiva, a Cloroquina (utilizada no tratamento contra malária) vem sendo utilizada pela população. Sobre isso, o pesquisador chama atenção para o uso pois o medicamento é forte e não há certezas sobre seu efeito em pessoas infectadas por Coronavírus. O indicado é não se automedicar.

    | Foto: Reprodução

    Resistência do vírus

    Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o calor de Manaus não mata o vírus. O especialista explica que, apesar dos recordes de temperatura, o clima da região amazônica é complexo. O inverno amazônico é marcado por grandes tempestades que podem propiciar a propagação da doença.

    Uma das principais características do Covid-19 é a camada de gordura que protege sua partícula viral (responsável pela transmissão da doença), que permite que o vírus se fixe na pele e em superfícies. Por isso, produtos como álcool em gel e sabão são indicados na hora da prevenção, pois eles conseguem destruir essa camada e evitar o contágio.

    Lotação de hospitais

    Apesar dos sintomas específicos, como a falta de ar, é importante salientar que o coronavírus pode ser facilmente confundido com uma gripe comum em algumas pessoas, uma vez a gravidade da doença pode variar de acordo com o organismo. Para evitar a lotação de hospitais e exposição ao vírus, o indicado é ter certeza antes de sair de casa.

    Dito isso, em caso de qualquer sintoma relacionado à gripe, o indicado é observar o quadro e só ir a uma unidade de saúde em caso de persistência de febre e falta de ar. 

    Assista a entrevista na íntegra no Facebook do Portal Em Tempo: