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    Crematório


    Crematório no AM estará aberto ao público no fim de maio

    Os consultores de vendas locais já anunciam preços de inauguração, mas afirmam que os valores podem dobrar a partir da próxima semana

    Saiba como é feito e quanto se gasta em média pelo processo
    Saiba como é feito e quanto se gasta em média pelo processo | Foto: Chris Hondros/Getty Images

    Manaus – O primeiro crematório do Amazonas estará aberto ao público somente no final do mês de maio. A informação é da assessoria de imprensa do Cemitério Recanto da Paz, responsável pelo local, que fica localizado no município de Iranduba (a 27 km de Manaus). 

    Os consultores de vendas locais já anunciam preços de inauguração, mas afirmaram que os valores podem dobrar a partir da próxima semana e já disponibilizam pacotes para familiares, que desejam realizar a cerimônia. 

    De acordo com o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil, o mercado movimenta cerca de R$ 7 bilhões anualmente. O preço em média no país, cobrado para cremação gira em torno de R$ 2 mil. Caixão, sepultamento, velório e flores são os itens que não faltam nesta lista. Apesar do valor ainda é abaixo do oferecido em outros países que podem ultrapassar R$ 10 mil.

    Somente no ano de 2003 foi inaugurado o primeiro crematório no Norte. Atualmente, a região possui um em Belém do Pará, outro em Macapá, no Amapá e, agora, no Amazonas. A cremação em casos de vítimas de coronavírus (Covid -19) é uma das medidas adotadas pelas autoridades de saúde, como forma de prevenir contra contágio do vírus.

    O sepultamento em cemitério são os mais acessíveis à população  e mais procurados
    O sepultamento em cemitério são os mais acessíveis à população e mais procurados | Foto: Arquivo Em Tempo

     Como é feito a cremação

    O processo de despedida da família durante a cerimônia é muito rápido. Mas, embora seja nesse momento, diferente do convencional, outras etapas são desconhecidas. Após a despedida, o caixão segue para uma espécie de câmara frigorífica e permanece ali por até 72 horas. A partir daí, o caixão segue para ser incinerado.

    | Foto: reprodução

    Os fornos são feitos com uma espécie de gaveta dianteira na quais são dirigidos os restos mortais, depois peneirados, triturados, identificados e por fim colocados em uma espécie de sacolas plásticas. As cinzas podem ser depositadas em jazidos ou permanecerem em um depositário específico para o fim.

    Algumas pessoas acreditam que as vantagens no processo crematório estão na modernidade, economia, pela praticidade e por ser o meio mais ecológico e higiênico, pois os resíduos tóxicos são retidos pelo filtro de ar.

    No mundo 

    Países como Hong Kong, Inglaterra e Japão, a prática é comum, pois são países de fé hindu e budista. No Brasil, com o catolicismo predominante, alguns religiosos ainda seguem a instrução da Congregação para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa Francisco em outubro de 2016.

    De acordo com a instrução, “a Igreja não tem razões doutrinárias para impedir tal praxe, já que a cremação do cadáver não atinge a alma e não impede a onipotência divina de ressuscitar o corpo”.

    Covid- 19

    O coronavírus deixou o mundo em alerta com tantas mortes e sem possibilidades de despedidas convencionais. Independentemente de cultura ou religião, rituais antigos para homenagear os mortos e confortar os enlutados estão sendo abreviados ou descartados pelo medo de aumentar o contágio.

    As cenas caixões fechados sem acesso de familiares ou amigos da vítima chamam atenção ao redor do muno. Necrotérios estão lotados e crematórios funcionam em tempo integral com serviços online para que entes queridos se despeçam por meio de transmissão por redes sociais. 

    Veja a atualização dos casos de Covid-19 no AM:

    Coronavirus
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