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    Viagens de Páscoa


    Pensando em sair de Manaus na Páscoa? Decreto cancela viagens no AM

    Em 2019, aproximadamente 25 mil pessoas viajaram para outros municípios do Estado no período da Páscoa, mas o decreto que visa frear o avanço do coronavírus impede saídas da capital este ano

    A Arsepam ressalta que o trânsito de pessoas é exclusivamente para aqueles que estejam regressando ao seu domicílio de origem, mediante comprovação
    A Arsepam ressalta que o trânsito de pessoas é exclusivamente para aqueles que estejam regressando ao seu domicílio de origem, mediante comprovação | Foto: Divulgação

    Manaus - No dia 6 de abril, o Decreto Estadual nº 42.158 suspendeu, pelo prazo de 15 dias, o transporte interestadual e intermunicipal de passageiros no Amazonas. Embora a prefeitura tenha esclarecido, na tarde desta quinta-feira (9), que a ponte Jornalista Phelippe Daou (Rio Negro) - que interliga Manaus ao Iranduba - não está fechada, as viagens para comemorar a Páscoa estão canceladas em 2020.

    No comunicado, o Governo do Estado ressalta que o transporte de cargas e de serviços de urgência e emergência em saúde, de segurança pública ou relacionado aos demais serviços públicos essenciais continua permitido na ponte e nas rodovias do Estado. Todavia, o decreto estipulou a suspensão do transporte intermunicipal e interestadual de pessoas em ônibus e micro-ônibus (públicos e privados), vans e similares, táxis e aplicativos.

    Em 2019, nesta mesma época do ano, aproximadamente 25 mil pessoas viajaram para outros municípios do Estado e os destinos mais procurados foram os municípios Rio Preto da Eva, Manacapuru, Itacoatiara Itapiranga e Presidente Figueiredo, de acordo com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam).

    A agência ressalta que, em meio à pandemia, o trânsito de pessoas é exclusivamente para aqueles que estejam regressando ao seu domicílio de origem, se comprovado com documentação.

    "A fiscalização é feita mediante comprovante de residência ou título de eleitor. Os nossos fiscais continuam em todos os postos para garantir o cumprimento do decreto e averiguar essas exceções", afirma a assessoria de comunicação da Agência responsável pela fiscalização para o cumprimento do decreto na esfera do transporte rodoviário intermunicipal e de passageiros.

    Na última quarta-feira (8), representantes da Arsepam, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e prefeituras do interior se reuniram para discutir o decreto
    Na última quarta-feira (8), representantes da Arsepam, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e prefeituras do interior se reuniram para discutir o decreto | Foto: Divulgação

    Na última quarta-feira (8), representantes da Arsepam, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e das prefeituras de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão definiram que será necessário cadastro prévio, junto às prefeituras, para o transporte de "pessoas relacionado a serviços de urgência e emergência em saúde, de segurança pública ou aos demais serviços públicos essenciais, bem como do transporte de cargas".

    O cadastro é feito por meio do envio de listas oficiais, compostas pelos nomes dos profissionais autorizados pelas prefeituras ou a quem representam, que devem ser enviadas ao e-mail [email protected]

    De acordo com a Polícia Militar, mais de 2,6 mil estabelecimentos foram abordados após denúncias pelo 190
    De acordo com a Polícia Militar, mais de 2,6 mil estabelecimentos foram abordados após denúncias pelo 190 | Foto: Divulgação

    Todas estas medidas visam conter o avanço do novo coronavírus e, para complementar, o Sistema de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) implementou a operação “Fique em Casa” a partir da última segunda-feira (6), em pontos comerciais de Manaus. O objetivo da ação é certificar de que o Decreto Estadual nº 42.101 - que suspende o funcionamento de estabelecimentos comerciais - seja cumprido.

    “Nós estamos aqui para pedir, para orientar a população. Mas, se necessário for dar voz de prisão, nós daremos àquelas pessoas que não queiram colaborar. O interesse coletivo sempre vai se sobrepor ao individual. Entenda que é gravíssima a situação que nós estamos vivendo. E quanto mais cedo nós superarmos isso, será melhor para todo mundo”, afirmou o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates.

    | Foto: Michell Mello/Secom

    O descumprimento do decreto é compreendido como crime de desacato e, os donos de estabelecimentos não essenciais flagrados de portas abertas deverão responder judicialmente. As denúncias são feitas por meio do número 190 e, de acordo com a Polícia Militar, mais de 2,6 mil estabelecimentos foram abordados após denúncias.

    “É um momento de consciência de todos. Além do policiamento normal, nossas viaturas vêm alertando, através do nosso serviço de sonorização, para que as pessoas fiquem em casa. Àqueles descumprindo uma determinação legal, abrindo o comércio que não é para estar aberto, nós vamos agir dentro do rigor da lei, temos um decreto em vigência. Hoje nós estamos combatendo um inimigo invisível, estamos como coadjuvantes, trabalhando na linha de frente com a saúde, que são os verdadeiros heróis. Agora, nós não podemos deixar que o caso se agrave, mas precisamos da união de todos”, disse o comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Ayrton Norte.