Fonte: OpenWeather

    Nilton Lins


    'Só por cima do meu cadáver', diz Lima sobre suspensão de contrato

    Para Wilson Lima, a suspensão do contrato com o Hospital Nilton Lins é baseada em fake news e atrapalha as medidas do Governo no enfrentamento à pandemia de coronavírus

    | Foto: Maurílio Rodrigues/ Secom

    Manaus – Em entrevista à imprensa, nesta quinta-feira (16), o governador Wilson Lima (PSL) se pronunciou sobre a decisão judicial que suspende o contrato entre o Governo do Amazonas e o Complexo Hospitalar Nilton Lins. ‘’Não muda em nada no nosso trabalho no Hospital Nilton Lins e para parar atividades tem que passar por cima do meu cadáver ’’, declarou Lima.

    O governador reforça o recado e fala que não haverá suspensão das atividades. "Não vamos parar e quero ver quem vem aqui me enfrentar para pararmos com o trabalho", disse. 

    Para Wilson Lima, a ação é baseada em fake news e atrapalha as medidas do Governo no enfrentamento à pandemia de coronavírus, que acumula quase 2 mil casos confirmados em todo o Estado.

    ''Estamos trabalhando muito para salvar vidas. O tempo é nosso maior inimigo nesse momento e existem pessoas lutando contra'', afirma o governador, ''é inadmissível uma decisão baseada em fake news'', continuou.

    Em nota, a assessoria informou que irá recorrer a decisão e que mantém trabalhos para implantação da unidade, tendo em visto que não houve intimação para cumprimento da decisão.

    Na mesma nota, a assessoria comunicou que decisão é incabível. ''Ao invés de questionar a legalidade do contrato de aluguel, suspende a urgente necessidade de ampliação da rede de assistência para atender a população''.

    O Governo defende ainda que investimento no Hospital da Nilton Lins está muito abaixo do que outros estados têm investido para implantar hospitais de campanha.

    Decisão Judicial

    Na noite da última quarta-feira (15), a Justiça do Amazonas suspendeu o contrato firmado entre Complexo Hospitalar Nilton Lins e o Governo com a justificativa de gasto excessivo, defendendo ainda a possibilidade de Hospital Delphina Aziz, que atua como referência no estado em tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19, ampliar leitos na unidade. 

    No documento da decisão judicial, o Juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Cezar Luiz Bandiera, estipulou que valor investido na locação deve ser devolvido em até 48 horas, sob pena de bloqueio judicial de verbas.

    Consta ainda a decisão de pagamento mínimo de 50% do valor do contrato, valor de R$1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais), para que seja destinado a compra de aparelhos, testes, EPis e contratação de pessoal para unidades em funcionamento no atendimento a pacientes com coronavírus.

    Assista à reportagem da TV Em Tempo: 

    Confira | Autor: Mariana Rocha/ TV Em Tempo
     


    Confira dicas para previnir coronavírus:


    Coronavirus