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    Relatório


    Conselho de Medicina diz: hospital em Manaus não deveria estar aberto

    Um relatório do Cremam aponta que o Hospital Nilton Lins, não tem estrutura para receber pacientes com Covid-19

    | Foto: divulgação

    Manaus– Relatório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam), divulgado neste domingo (19), aponta que o hospital Nilton Lins, que está sendo usado pelo governo do Estado do Amazonas como retaguarda ao atendimento de pessoas com Covid-19, não possui estrutura e material adequado para o tratamento dos pacientes

    De acordo com o relatório, o hospital não tem conexões dos ventiladores, traqueia, Central de esterilização (CME), equipamento de aspiração e sistema de vácuo e sistema fechado de manejo de via aérea em toda a estrutura. Há também EPIs em número insuficiente para o número de leitos e profissionais. Não há material para lavagem das mãos.

    De acordo com o relatório assinado pelo conselheiro Ricardo Gões Figueiras, o respirador Stellar 150 da ResMer está incompleto sem filtro antibacteriano e válvula de fuga e, segundo o manual do fabricante, não é adequado para uso de suporte à vida. O equipamento é contraindicado em pacientes que não suportam mais do que breves interrupções na ventilação.

    Susam 

    Em nota, o Governo do Amazonas informa que o Hospital de Retaguarda da Nilton Lins, aberto desde sábado (18), já recebeu seis pacientes e, neste domingo (19), receberá mais seis que já estão regulados no sistema da Secretaria de Estado da Saúde (Susam). As transferências estão sendo feitas à medida que o leito é demandado pelas demais unidades porta aberta da Susam. O Governo não considera que a inauguração da unidade tenha sido simbólica e continua aberto à prestar esclarecimentos aos órgãos de controle.

    Reitera, ainda, que mantém todos os esforços para ampliar a oferta de leitos tanto no Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, referência para casos do novo coronavírus (Covid-19), quanto para o Hospital de Retaguarda da Nilton Lins. Devido à urgência na abertura de novos leitos, a unidade de retaguarda foi aberta, inicialmente, com 36 leitos, sendo 16 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Susam está trabalhando para ampliar a capacidade de atendimento, que nessa unidade, é de 400 leitos.

    Entre as medidas, está a convocação de 704 técnicos de enfermagem, por meio de processo seletivo, que vão reforçar o atendimento na Nilton Lins , hospitais 28 de Agosto, Platão Araújo e João Lúcio, em SPAs, dua UPAs, o Hospital Getúlio Vargas e a maternidade Chapot Prevost. Além disso, tem recebido apoio do Governo Federal. Outros 517 profissionais de saúde aprovados no Concurso dos Bombeiros também foram convocados, além de ter recebido 16 voluntários do Governo Federal. Os mesmo esforços estão sendo feitos para obter insumos e equipamentos, o que neste período de pandemia torna-se muito mais complexo.