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    Decisão Judicial


    Justiça do Pará proíbe desembarque de avião que saiu de Manaus

    O avião da empresa aérea Azul pretendia parar em Altamira e seguir para Santarém, contrariando decisão judicial prévia

    Sobrevoando Santarém, a aeronave foi desviada para o aeroporto de Altamira em um pouso de emergência | Foto: Divulgação

    Sobrevoando Santarém, a aeronave foi desviada para o aeroporto de Altamira em um pouso de emergência
    Sobrevoando Santarém, a aeronave foi desviada para o aeroporto de Altamira em um pouso de emergência | Foto: Divulgação

    Manaus – Na noite desta sexta-feira (24), um avião que pretendia seguir para Santarém foi impedido de desembarcar em Altamira após determinação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). A aeronave do voo de número 9350 pertencia à companhia aérea Azul e decolou do Aeroporto de Manaus com 115 passageiros e cinco tripulantes à tarde.

    De acordo com o promotor, havia suspeitas de que a Azul pretendia descumprir uma decisão judicial expedida na última quarta-feira (22) pela Justiça Federal, que suspendeu a retomada dos voos oriundos de Manaus com destino à cidade de Santarém pelo prazo de 20 dias. Havia indícios de que a parada em Altamira seria uma forma de driblar a decisão judicial.

    Sobrevoando Santarém, a aeronave foi desviada para o aeroporto de Altamira em um pouso de emergência, onde foi proibido o desembarque dos passageiros. A decisão judicial atendeu a um pedido feito em uma ação civil pública em caráter de urgência, ainda no início da tarde de sexta-feira, pelo promotor de Justiça Daniel Bona, titular da Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Ações Constitucionais, Defesa da Probidade Administrativa e Fazenda Pública de Altamira.

    O avião pousou em Altamira por volta de 16h30 e representantes da Polícia Federal e da Secretaria de Saúde do Estado do Pará foram acionados pelo promotor para acompanharam a situação. Equipes da Polícia Federal do Estado isolaram o acesso ao aeroporto e após duas horas em Altamira, o avião retornou a Manaus.

    De acordo com o promotor Daniel Bona, além de resguardar o cumprimento da decisão judicial, a medida foi tomada como prevenção à saúde pública em Altamira e para precaver a propagação do novo coronavírus.