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    Prevenção


    Na FCecon, familiares e pacientes recebem EPI antes das visitas

    A ação objetiva evitar uma possível contaminação no local

    A ação é organizada pelo Departamento de Enfermagem, Rede Feminina de Combate ao Câncer do Estado do Amazonas (RFCC-AM) e Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC)
    A ação é organizada pelo Departamento de Enfermagem, Rede Feminina de Combate ao Câncer do Estado do Amazonas (RFCC-AM) e Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) | Foto: Divulgação

    Manaus - Acompanhantes e pacientes da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) recebem todos os dias, durante o período de pandemia, máscaras, álcool líquido 70% e orientações sobre os cuidados que devem adotar ao entrar e sair da unidade hospitalar, a fim de evitar uma possível contaminação e disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

    Os produtos são doados aos pacientes em atendimento nos serviços de Quimioterapia, Radioterapia, Urgência e Enfermarias. Durante a troca de acompanhantes, que ocorre de 7h às 9h, os familiares também recebem máscaras, e um enfermeiro passa orientações sobre os procedimentos antes de subir aos andares.

    A ação é organizada pelo Departamento de Enfermagem, Rede Feminina de Combate ao Câncer do Estado do Amazonas (RFCC-AM) e Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC). A expectativa é de que sejam distribuídas cerca de 5 mil máscaras e mais de mil garrafas de 500 ml de álcool. As máscaras são feitas de TNT duplo e podem ser lavadas até três vezes.

    Segundo a coordenadora estadual de Atenção Oncológica, enfermeira Marília Muniz, o trabalho para atendimento aos acompanhantes e pacientes oncológicos tem sido contínuo, desde o início da pandemia. Ela enfatizou que a LACC e a RFCC-AM têm distribuído álcool 70% aos pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico e em atendimento na Urgência há 15 dias.

    “O álcool tem sido utilizado na higienização das mãos, a fim de evitar a contaminação pelo Covid-19. O trabalho só é possível graças às doações feitas pelos parceiros, como a RPV da Amazônia, as universidades do Estado (UEA) e a Federal (Ufam) do Amazonas, Posto Atem, Grupo Simões, Santa Cláudia, e aos mais de 20 voluntários envolvidos na confecção das máscaras”, diz Muniz. 

    Cuidados 

    De acordo com a coordenadora do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), enfermeira Júlia Mônica Benevides, ainda na recepção do hospital os familiares recebem a máscara e são orientados sobre a higienização das mãos. Segundo ela, caso o familiar precise circular pelo hospital, é explicado a ele sobre a necessidade de manter um distanciamento entre as pessoas de pelo menos dois metros e o uso constante de proteção.

     “O acompanhante só sobe para o andar depois de passar por todos os procedimentos”, destaca a coordenadora.

     Troca de acompanhantes 

    Benevides salientou que só é permitida uma troca por dia de acompanhante, que não pode ter sintomas de gripe, além de ser proibida a circulação em outros leitos e enfermarias. “Após a visita, também é necessário higienizar as mãos ou enquanto durar. As medidas foram adotadas a partir do dia 14 deste mês e têm como objetivo evitar o fluxo intenso de pessoas”, afirma.

    A ação objetiva evitar uma possível contaminação no local
    A ação objetiva evitar uma possível contaminação no local | Foto: Divulgação

    Em casa 

    Ao sair do hospital e chegar em casa, conforme Benevides, é preciso deixar os sapatos do lado de fora, colocar em um local onde possa pegar sol, e limpar a sola com água sanitária. Ela diz que é preciso tirar a roupa e lavar com água e sabão, e tomar um banho. Durante o banho, lavam-se primeiro as mãos, rosto e cabelos, daí prosseguindo com o resto do corpo.

    *Com informações da assessoria