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    Esclarecimento


    Cel Amadeu Soares emite nota após sua presença ser exigida em rebelião

    No documento, o ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas explicou alguns pontos para que fosse exigido sua presença

    O coronel afirmou ainda qualquer conclusão contrária as que foram citadas por ele são má intencionadas | Foto: Bruno Zanardo/Secom

    Manaus – Após a rebelião que ocorreu na manhã deste sábado (2) na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), o coronel Amadeu Soares, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) emitiu uma nota à imprensa esclarecendo sobre a exigências feitas pelos agentes penitenciários que pediam a sua presença durante o motim para ajudar nas negociações.

    Em nota o ex-secretário de segurança pública ressaltou os pontos que podem explicar o motivo da exigência.

    “Vou falar por mim, sou Coronel da Polícia Militar do Amazonas há 31 anos e possuo curso de 'Negociação de Crise' pela Polícia Militar de São Paulo, já participei de várias negociações ao longo de minha carreira. Quando fui Secretário de Segurança no último governo Amazonino Mendes, sempre tratamos o assunto 'sistema prisional' com muito respeito e legalidade aos direitos humanos, equilíbrio e rigidez na defesa da sociedade, mas sempre atentos que era um problema dos mais sensíveis.  Neste curto período, retiramos 147 armas de fogo dos presídios nas inúmeras revistas feitas nas diversas unidades prisionais e zero rebeliões no Estado Amazonas”, ressaltou.

    Ao fim do documento, o coronel afirmou ainda qualquer conclusão contrária as que foram citadas por ele são má intencionadas e serão tomadas medidas judiciais para resolvê-las.

    “Qualquer ilação contrária ao aqui dito e politização deste grave evento, é atitude irresponsável e mal intencionada e as providências jurídicas serão tomadas”, concluiu.

    Durante a rebelião também foram solicitados a presença de outras autoridades como o juiz da Vara de Execução Penal, Carlos Valois, do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Epitácio Almeida.

    A nota foi publicada após acusações feitas as autoridade de uma suposta interferência externa na rebelião.  

    Confira a nota na Íntegra:

     “Na manhã deste sábado dia 02/05/2020, acordamos com a notícia que o Presídio do Puraquequara estava sofrendo uma rebelião. Em um vídeo que circula em diversas redes sociais, agentes penitenciários feitos de reféns, solicitavam a presença de algumas autoridades e pessoas (Dr. Valois, Eu – Cel. Amadeu, Dr. Epitácio de Almeida) para ajudar na negociação da crise.

    Vou falar por mim:

    1. Sou Coronel da Polícia Militar do Amazonas há 31 anos, possuo curso de “Negociação de Crise” pela Polícia Militar de São Paulo, e já participei de várias negociações ao longo de minha carreira;

    2. Quando fui Secretário de Segurança no último governo Amazonino Mendes, sempre tratamos o assunto “sistema prisional” com muito respeito e legalidade aos direitos humanos, equilíbrio e rigidez na defessa da sociedade, mas sempre atentos que era um problema dos mais sensíveis;

    3. Neste curto período, retiramos 147 armas de fogo dos presídios nas inúmeras revistas feitas nas diversas unidades prisionais e ZERO rebeliões no Estado Amazonas;

    4. Qualquer ilação contrária ao aqui dito e politização deste grave evento, é atitude irresponsável e mal intencionada, e as providências jurídicas serão tomadas”.