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    Coronavírus


    Órgãos afirmam que vídeo de idosa viva em necrotério não é em Manaus

    A gravação comoveu e revoltou internautas pela forma desumana que a paciente foi tratada. Policial militar de Manaus afirma que a idosa é a mãe dele e registrou o caso na delegacia

    O caso ganhou repercussão nas redes sociais
    O caso ganhou repercussão nas redes sociais | Foto: Bruna Souza

    Manaus - Após a ampla divulgação de um vídeo que mostra uma idosa com dificuldades para respirar, deitada dentro de um saco no que seria o necrotério de um hospital, os órgãos de saúde do Amazonas afirmaram que o caso não ocorreu em Manaus. A declaração aconteceu após o cabo da Policia Militar, Moisés Arancíbia, reconhecer a idosa como sua mãe. 

    Ele informou à imprensa que tem convicção que a senhora da gravação é a mãe dele, uma aposentada de 66 anos, paciente diagnosticada com Covid-19, que está internada no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). 

    O vídeo começou a circular nas redes sociais no último domingo (3) e ganhou repercussão, além de comover internautas sobre a forma desumana que a paciente foi tratada. Em entrevista, o policial militar informou que recebeu o vídeo de uma irmã e se espantou com a semelhança entre a idosa do vídeo e a sua mãe. 

    O HUGV nega que essa gravação tenha sido feita dentro da unidade
    O HUGV nega que essa gravação tenha sido feita dentro da unidade | Foto: Reprodução

    HUGV

    Procurado pela reportagem, o HUGV negou que a gravação tenha sido feita dentro da unidade, visto que as imagens não correspondem com nenhum local do hospital e a paciente do vídeo também não está usando a vestimenta obrigatória.

    “A paciente deu entrada no HUGV no dia 24 de abril, encaminhada de outra unidade. Ela está internada em um leito de enfermaria da unidade, e não em uma UTI, sem ter apresentado nenhuma intercorrência recente que justificasse qualquer deslocamento. Um dos familiares confirmou seu estado de saúde”, diz a nota.

    Já a Susam também afirmou que as imagens divulgadas no vídeo não foram gravadas em nenhuma unidade da Rede Estadual de Saúde. Mesmo após os pronunciamentos, o cabo Moisés informou que registrou um Boletim de Ocorrência no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e agora aguarda o inquérito policial para apurar a denúncia.

    Caso foi no Pará

    Segundo o governo do Pará, o fato ocorreu no Hospital Abelardo Santos. Em nota, o estado confirmou que a paciente deu entrada no atendimento de urgência do hospital na segunda-feira (4), em estado gravíssimo, mas negou que ela tenha sido encaminhada para o necrotério do hospital enquanto estava viva. A idosa morreu na terça-feira (5), conforme noticiou o site G1 Pará.