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    Igrejas fechadas


    Arquidiocese anuncia que igrejas católicas continuarão fechadas no AM

    Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, diz que continuará a "incentivar o distanciamento social como meio de preservar a saúde do povo"

    O projeto de lei nº 136/2020 pretende tornar as igrejas e os templos de qualquer culto atividade essencial em períodos de calamidade pública
    O projeto de lei nº 136/2020 pretende tornar as igrejas e os templos de qualquer culto atividade essencial em períodos de calamidade pública | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Na última quarta-feira (6), a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou o projeto de lei nº 136/2020, que torna as igrejas e os templos de qualquer culto atividades essenciais. No entanto, a Arquidiocese de Manaus declara que as igrejas permanecerão fechadas.

    Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, afirma que a igreja católica tem consciência da presença "samaritana e salutar" para a sociedade e "será sempre cuidadora das pessoas, especialmente dos mais abandonados na sociedade, e da saúde psíquica, corporal e espiritual". No entanto, continuará a "incentivar o distanciamento social como meio de preservar a saúde do nosso povo", diz.

    A determinação de permanecer no isolamento social foi feita pelo em conjunto pela arquidiocese de Manaus com Conselho Presbiteral, no dia 23 de abril, quando ficou decidido pelo fechamento no período de 30 dias. Segundo Dom Leonardo, todavia, devem permanecer fechadas até quando for necessário.

    O projeto de lei, de autoria do deputado estadual João Luiz (Republicanos), argumenta que as atividades religiosas são essenciais em períodos de crise. Já o Relator do projeto, o deputado Dr. Gomes (PSC) destacou que o momento é de crise e que as igrejas são "essenciais, por acolher e acalmar o cidadão que busca a ajuda necessária para lidar com a situação”, completa.

    Confira o pronunciamento completo, na íntegra, do arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner:

    "As determinações proferidas no dia 16 de abril do ano corrente, ouvido o Conselho Presbiteral, continuarão válidas e necessárias nesse tempo de pandemia do novo Coronavírus. A Igreja Católica sabe do seu serviço essencial para a sociedade, dos municípios que formam a Arquidiocese, pelo anúncio da palavra e pelas celebrações.

    Ela tem consciência de sua presença samaritana e salutar. Ela será sempre cuidadora das pessoas, especialmente dos mais abandonados na sociedade, e da saúde psíquica, corporal e espiritual.

    Na sua missão de anunciar a Jesus e o seu Reino, ela continuará a incentivar o distanciamento social como meio de preservar a saúde do nosso povo. Maria, Mãe de Jesus, a Imaculada Conceição, nos acompanhe com seu manto protetor. Deus abençoe a todos!"