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    conscientização


    Comitê realiza live sobre combate a violência sexual contra crianças

    De janeiro de 2006 à abril de 2019 cerca de 8.867 casos de exploração sexual foram registrados apenas no Serviço de Atendimento a Vítima de Exploração Sexual

    O perigo pode estar em casa
    O perigo pode estar em casa | Foto: Divulgação Cevsca

    Manaus – Com o tema: “Como fazer com que os caminhos da denúncia cheguem nas crianças em isolamento, especialmente aquelas que não possuem acesso às novas tecnologias?”, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes (Cevsca-Am) realiza live nesta sexta-feira (8), ás 18h, no perfil do Facebook do projeto “Faça Bonito”.

    A iniciativa além de conscientizar os moradores de Manaus sobre a atenção que as crianças precisam receber neste período de isolamento social, também tem o intuito de celebrar 20 anos do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes e os 30 anos do Estatuto da Criança e Adolescentes.

    Serão realizadas quatro lives nos dias 08, 15, 22 e 29 de maio, o objetivo é demonstrar estratégias e atuação na proteção das crianças e adolescente contra o abuso e a exploração sexual. As apresentações acontecem sempre nas sextas-feiras, às 18 horas. A primeira palestra conta com a socióloga Eurides Alves de Oliveira, coordenadora do CEVSCA; a psicóloga Nazaré Castro, coordenadora da FEDCA; e a professora Alcione Lelo Reis, presidente do CDCA.

    Eurides Alves de Oliveira é sociológa e coordenadora do CEVSCA
    Eurides Alves de Oliveira é sociológa e coordenadora do CEVSCA | Foto: Divulgação

    Para a socióloga Eurides Alves de Oliveira que atua como coordenadora do CEVSCA, em tempos de coronavírus a campanha deve acontecer pela internet e suas ferramentas devem. Militante há mais de 20 anos na área e atuando no Amazonas, há seis anos, Eurides acredita a campanha “Faça Bonito” tem contribuído muito para as crianças do estado.

    “Maio é um mês singular onde usamos para conscientizar a todos. É um trabalho lento, porém necessário. Mesmo diante de uma pandemia, precisamos nos preocupar com a violência com as crianças. Tanto na prevenção quanto na linha de atendimento. O objetivo é fortalecer a nossa luta e chamar a atenção da população para este problema” destacou a socióloga.

    Dados

    De acordo com Eurides, de janeiro de 2006 à abril de 2019 cerca de 8.867 casos de exploração sexual foram registrados apenas no Serviço de Atendimento a Vítima de Exploração Sexual (Saves). Em média, o casos acontecem com crianças de 0 à 14 anos. Este número não soma outros órgãos que proteção a criança, o que demonstra um crescimento assustador.

    “Infelizmente mesmo com toda a nossa ação, os número de violência e exploração sexual no estado só aumentam. Queremos sensibilizar a sociedade que criança é sujeito de direito e não objeto”, disse Eurides.