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    Superação


    Dia das Mães: curadas da Covid-19, mães celebram ao lado dos filhos

    Mães afirmam que o domingo será de muita emoção e agradecimento pela vida

    Mães pegaram a Covid-19, derrotaram a doença e agora vão poder comemorar com os filhos
    Mães pegaram a Covid-19, derrotaram a doença e agora vão poder comemorar com os filhos | Foto: Lucas Silva

    Manaus - O Dia das Mães é uma data especial que não pode passar em branco, mas com a pandemia do novo coronavírus a data comemorativa ganha um novo significado durante o isolamento social. Em muitas famílias, essa será a primeira vez em que a ocasião será celebrada à distância. Os presentes serão simples e simbólicos, mas para algumas mães, não terá presente melhor do que abraçar seus filhos e valorizar a vida.

    Este é o caso das mães que lutaram contra a Covid-19 e após recuperação vão poder passar a data tão especial ao lado da família e desfrutar do real sentido do Dia das Mães, o amor. 

    A assistente social Lucivane Alves, foi diagnosticada com o vírus no dia 2 de abril, após ser consultada com a suspeita de coronavírus. Após o teste confirmar o caso, Lucivane foi levada ao hospital de referência Delphina Assis, onde passou 26 dias internada em estado grave. Devido às complicações respiratórias, precisou ser internada na UTI onde passou 13 dias. Durante a internação, ela conta que tudo que queria era ver sua família e saber o que estava acontecendo. 

    “Foi uma luta muito grande, pois eu não tinha contato com a minha família e por isso não sabia qual era o meu estado de saúde. Os médicos não falavam nada e isso me deixava apavorada. Lembro de ver muitos pacientes que também estavam com o vírus passando muito mal e eu ficava me perguntando se também estava na mesma situação. Só pensava em reencontrar meus filhos e meu esposo. Sentia saudades e vontade de voltar para casa abraçá-los”, relembra.

    O mesmo sentimento também foi sentido pela técnica em enfermagem Francinete Sarmento, que foi diagnóstica com Covid-19 no dia 16 de abril, mas não foi internada e realizou o tratamento contra a doença em casa. E apesar de estar em sua residência, foi preciso deixar o afeto com os filhos pequenos de lado para não transmitir o vírus. “Como meus filhos são pequenos, não pude ficar isolada em um cômodo, mas não poder abraçá-los, deitar junto e manter o nosso afeto foi muito difícil, principalmente quando eu via eles pedindo esse contato por estarem com saudades. Foram dias intensos em que o desejo de todos era que tudo se normalizasse logo”, revela.

    A técnica de enfermagem afirmou ter sofrido com a falta de afeto com os filhos
    A técnica de enfermagem afirmou ter sofrido com a falta de afeto com os filhos | Foto: Arquivo Pessoal

    Reencontro

    Ambas relembram o momento em que puderam retomar sua rotina após estarem recuperadas do vírus e poderem dar carinho as suas famílias. Lucivane foi recebida em seu condomínio com aplausos dos moradores e ao entrar em casa, os filhos não contiveram a emoção de ter a mãe de volta ao lar. 

    “Lembro que fui tomada por uma emoção muito grande, pois eu estava realizando tudo que pedi a Deus: voltar para casa. Assim que entrei em casa e eles ouviram minha voz vieram me abraçar e foi impossível impedir o contato, eles correram para me receber, foi um momento muito gratificante e feliz, hoje eu só tenho a agradecer por estar com saúde para eles”, relembrou a assistente social.

    Perda

    Com a perda da mãe Francinete recomenda a valorização dos pequenos momentos em família
    Com a perda da mãe Francinete recomenda a valorização dos pequenos momentos em família | Foto: Arquivo Pessoal

    Durante seu tratamento, Francinete perdeu a mãe para o vírus e não poder se despedir da maneira desejada e fez com que o desejo para a recuperação fosse ainda mais esperado. 

    “Quando me recuperei, foi um momento muito gostoso. É muito difícil não conseguir aproveitar sua família com o risco de adoecê-los e graças a Deus eu fui curada”, declarou.

    Valorização 

    Para as mães, este domingo será um momento de grande comemoração, pois ambas estarão celebrando a vida ao lado das pessoas que mais amam e o mais importante, com saúde. “Eu não esperava perder minha mãe assim tão rápido, então esse domingo será de muito choro, pois não poderei abraçá-la, mas também será de felicidade por eu estar ao lado dos meus filhos e aproveitar os sorrisos, carinhos e a presença. Então quem tem a sua mãe esteja presente, fale que ame, cuide, pois não sabemos quando pode ser o último contato com elas”, aconselhou.

    Gratidão pela vida

    Com a internação inesperada e a luta pela recuperação, Lucivane disse que o domingo será de gratidão por estar com a família reunida
    Com a internação inesperada e a luta pela recuperação, Lucivane disse que o domingo será de gratidão por estar com a família reunida | Foto: Lucas Silva

    Com a internação inesperada e a luta pela recuperação, Lucivane disse que o domingo será de gratidão por estar com a família reunida. Segundo ela, após a contração do vírus, até os puxões de orelhas são valorizados pelos filhos. “Só tenho a agradecer por estar aqui hoje. Tem coisas que você não espera que aconteça, então, para mim passar esse dia das mães com a minha família não tem preço. Com a minha volta para casa a comunicação também mudou. Se antes já éramos muito ligados, hoje estamos ainda mais. Esses dias eu estava brigando por alguma coisa na casa e meu filho olhou para mim e disse: ‘a minha mãe já voltou mesmo’, então agora é aproveitar cada minuto juntos”, brincou Lucivane.