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    Coronavírus em Manaus


    Manaus pode sofrer novo pico da Covid-19 em junho, aponta pesquisa

    Manaus pode sofrer novo pico da doença em junho caso o isolamento social seja afrouxado. A pesquisa é da Ufam

    A pesquisa demonstra a curva de transmissão do vírus no AM
    A pesquisa demonstra a curva de transmissão do vírus no AM | Foto: Lucas Silva

    Manaus – Foi divulgado na manhã desta segunda-feira (18) o estudo ‘Curva epidemiológica da Covid-19 em Manaus’, em transmissão ao vivo promovida pelo Governo do Amazonas. Entre as conclusões obtidas pela equipe está a preocupação com um novo pico da doença em junho, caso haja o afrouxamento do isolamento.

    O professor e pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Alexander Steinmetz apresentou os resultados obtidos durante a pesquisa. “Tentamos compreender o que está acontecendo em Manaus. O estudo é focado aqui. Temos confiança nos resultados obtidos”, disse sobre as conclusões obtidas.

    O pesquisador do Departamento de Matemática da Ufam explica sobre o estudo
    O pesquisador do Departamento de Matemática da Ufam explica sobre o estudo | Foto: Divulgação

    De acordo com o último boletim divulgado pela Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS-AM) e Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), Manaus conta com 10.297 casos e 920 óbitos pelo novo Coronavírus. 

    Alexander afirma que após as recomendações de isolamento social, registrado em 40% nas últimas semanas, houve uma considerável ajuda contra a transmissão do vírus, mas fez uma alerta: se houver o afrouxamento do isolamento para 20% haverá um novo pico em junho. 

    “O uso de máscaras foi importante. Nesse momento é preciso ter bastante cuidado. Infecções diminuindo de forma lenta. Em 31 de maio terá 60 mil infecções ativas. Se essas medidas forem afrouxadas e tiver 20% de isolamento teremos um novo pico em junho, consequentemente mais óbitos e mais infectados. Será um pico duas ou três vezes pior”, enfatizou Steinmetz. 

    Questionado sobre a diminuição de pacientes nas “Sala rosa” dos hospitais em Manaus, o pesquisador afirmou que não é o momento de comemoração ou afrouxamento das recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). 

    “É cedo, não deveríamos nem pensar na palavra comemorar neste momento. Temos que ser cautelosos, otimistas sim, mas cautelosos. Se a população aderir ao isolamento podemos ver uma luz no fim do túnel. A saída de pessoas na sala rosa é animador, mas não podemos afrouxar as medidas tomadas”, disse.

    Houveram menos mortes no início de maio
    Houveram menos mortes no início de maio | Foto: Lucas Silva

    Sobre o estudo 

    O especialista explica que a pesquisa foi dividida em dois grupos com duas metodologias. Ele afirma que as uniões das duas metodologias resultaram em dados robustos e que se complementam. Um grupo se baseou nos dados da FVS e outros óbitos e sepultamentos no portal da transparência registro civil e prefeitura de Manaus.

    Metodologia 1: Foram avaliados e cruzados 1700 casos até 20 de abril com primeiros sintomas, data de internação e tempo de recuperação. 

    Metodologia 2- Dados de sepultamento (com o atraso de uma semana), dados de letalidade por infecção, suposição de exposição ao vírus até a ocorrência do óbito.

    Participantes da pesquisa: Alexandre Celestino Leite Almeida (DEMF-UFSJ), Celso Rômulo Barbosa Cabral (DE-UFAM), Diego da Silva Souza (DE-UFAM), Jeremias da Silva Leão (DE-UFAM), José Justino da Costa (DE-UFAM), Luiz Duczmal (DE- UFMG), Max Sousa de Lima (DE- UFAM), Sandro Barbosa Bitar (DM- UFAM), Silvia Dias de Souza (DM-UFAM), Alexander Steinmetz (DM-UFAM). 

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