Fonte: OpenWeather

    Pesquisa da Ufam


    Abaixo do ideal, isolamento de 40% salva 2,5 mil pessoas em Manaus

    O estudo defende que o isolamento, distanciamento social e uso de máscaras continuem nas próximas semanas e o percentual suba de 40% para o ideal que é 60%

    Apesar do isolamento essencial ser de 60%, o percentual de Manaus é de 40%
    Apesar do isolamento essencial ser de 60%, o percentual de Manaus é de 40% | Foto: Lucas Silva

    Manaus – Cerca de 2.500 pessoas foram salvas em Manaus, mesmo com o baixo índice de isolamento. Esta é apenas uma das diversas análises e conclusões adquiridas pelo estudo feito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), divulgado nesta segunda-feira (18). A pesquisa denominada  ‘Curva epidemiológica da covid- 19 em Manaus’ destacou também o uso da máscara como ajuda contra o vírus.

    A análise no estudo demonstra que a queda de óbitos no início do mês de maio deve-se a três fatores. O primeiro foi o distanciamento social com o fechamento de comércios, escolas, igrejas e etc., por meio de decreto estadual em municipal.

    O segundo fator contribuinte com a queda do número de mortos foram as orientações sobre o uso de máscaras pela Organização Mundial da Saúde em 6 de abril e pela Prefeitura de Manaus no dia 14 do mesmo mês.

    Na análise também há a união de forças para aumentar a capacidade de atendimento em hospitais públicos na capital. O aumento de leitos e melhoramento do fluxo organizacional é apontado pela pesquisa como o terceiro fator. O distanciamento social (apesar de adesão limitada) e uso de máscaras pela população em geral foram eficazes, “Pelo menos 2.500 vidas salvas até agora”.

    O uso de máscaras foi importante para a diminuição da contaminação
    O uso de máscaras foi importante para a diminuição da contaminação | Foto: Lucas Silva

    Cenário atual de Manaus

    Até o dia 11 de maio, Manaus contava com 40% de distanciamento social, com redução de 83% de contatos pessoais com o uso de máscaras em abril. Há cerca de 85 mil pessoas com infecções ativas.

    Cerca de 10% a 15% da população manauara já foi infectada pelo vírus e as infecções diminuem lentamente. A recomendação feita pelos pesquisadores é de continuidade e fortalecimento de medidas de distanciamento social; além disso a continuidade do uso de máscaras pela população em geral.

    Se houver o afrouxamento de distanciamento social ou menor adesão da população haverá um novo pico da pandemia no mês de junho na capital. 

    Sobre o estudo 

    O professor e pesquisador da Universidade Federal do Amazoans (Ufam), Alexander Steinmetz explica que a pesquisa foi dividida em dois grupos com duas metodologias. Ele afirma que as uniões das duas metodologias resultaram em dados robustos e que se complementam. Um grupo se baseou nos dados da FVS e outros óbitos e sepultamentos no portal da transparência registro civil e prefeitura de Manaus.

    Metodologia 1: Foram avaliados e cruzados 1700 casos até 20 de abril com primeiros sintomas, data de internação e tempo de recuperação. 

    Metodologia 2- Dados de sepultamento (com o atraso de uma semana), dados de letalidade por infecção, suposição de exposição ao vírus até a ocorrência do óbito.

    Participantes da pesquisa: Alexandre Celestino Leite Almeida (DEMF-UFSJ), Celso Rômulo Barbosa Cabral (DE-UFAM), Diego da Silva Souza (DE-UFAM), Jeremias da Silva Leão (DE-UFAM), José Justino da Costa (DE-UFAM), Luiz Duczmal (DE- UFMG), Max Sousa de Lima (DE- UFAM), Sandro Barbosa Bitar (DM- UFAM), Silvia Dias de Souza (DM-UFAM), Alexander Steinmetz (DM-UFAM). 

    Assista ao Web TV News na Web TV Em Tempo:

    Confira dicas de prevenção ao coronavírus:

    Coronavirus

    >