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    Obras no Centro


    Obra de restauro da Biblioteca Municipal é concluída

    A obra integra o pacote de intervenções lançado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto,

    Manaus - O restauro da biblioteca municipal João Bosco Evangelista foi concluído e, tão logo seja possível pôr fim às medidas de isolamento social necessárias nesse período de pandemia, a Prefeitura de Manaus vai entregar mais um prédio histórico ao convívio da população. A obra integra o pacote de intervenções lançado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, ainda no ano passado, durante as comemorações de 350 anos da capital.

    “O amor ao Centro Histórico de Manaus é uma marca que carrego ao longo da minha gestão. Desde o início buscamos trabalhar, mesmo nos momentos mais duros da crise econômica brasileira, formas de darmos nova vida ao local onde a cidade nasceu e onde está guardada a essência da identidade do povo manauara. Além da biblioteca municipal, temos em andamento o restauro do prédio da antiga Câmara Municipal, o antigo Hotel Cassina e que será o palácio das startups, bem como a praça Dom Pedro II”, destacou o prefeito.

    Visita técnica

    Na última segunda-feira, a biblioteca João Bosco Evangelista recebeu uma visita técnica, com a presença da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas, Karla Bitar, que atestou a qualidade da obra de restauro executada. Também estavam presentes o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka; o coordenador técnico do programa "Manaus Histórica”, Daniel Herszon; e o representante da construtora Biapó, Jackson Freitas.

    Além do resgate de características arquitetônicas do prédio, situado na esquina da rua Monsenhor Coutinho, o local recebeu uma adaptação de modernidade do século 21, incluindo sala de projeção, área de acervo em braile, um café-box, para atendimento aos frequentadores e itens específicos de acessibilidade, como o elevador, piso tátil e banheiros para portadores de necessidades especiais.

    Restauro e acervo

    A gestão da biblioteca ficará a cargo da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e o seu acervo integra o Sistema Nacional de Bibliotecas, sendo composto por 32 mil exemplares, divididos entre obras de referência e os temas bibliográficos, como coleções de obras gerais, coleções temáticas amazônicas, infantil, braile e multimídia. Antes da pandemia do novo coronavírus, todos os exemplares estavam sendo encaixotados para a mudança do espaço temporário localizado na Casa do Restauro, na rua Costa Azevedo, ao novo prédio. O processo precisou ser interrompido por conta das medidas preventivas à propagação do vírus.

    História

    O prédio datado do início do século 20 é um sobrado de características arquitetônicas ecléticas, quando Manaus experimentou o apogeu do ciclo da borracha. No edifício, durante muitos anos ficou sediada a “Liverpool School of Tropical Medicine”, instituição fundada em 1898 e primeira no mundo dedicada à pesquisa e ao ensino em medicina tropical. Ao longo do restante do século 20, após o fechamento da escola, o edifício esteve em propriedade de particulares.

    Em 1995, o prédio foi desapropriado pela Prefeitura de Manaus. A Biblioteca Pública Municipal teve a sua primeira sede na avenida Joaquim Nabuco, passando a ocupar o endereço na rua Monsenhor Coutinho em 1997. A biblioteca tem o nome do professor, escritor e poeta João Bosco Evangelista (1938-1973), que foi um dos célebres fundadores do “Clube da Madrugada”. O imóvel foi devidamente recuperado e adaptado para receber o vasto acervo amazônico, periódicos, entre jornais e revistas, e documentos especiais, como obras raras datadas do século 17.

    *Com informações da assessoria