Codajás


Famílias perdem casas e cobram promessa de Prefeitura de Codajás

O incêndio aconteceu no mês de março deste ano e até o momento não houve cumprimento das promessas de casa e assistência alimentícia das famílias

As famílias perderam as casas no mês de março
As famílias perderam as casas no mês de março | Foto: reprodução

Codajás – Um incêndio ocorrido em março deste ano destruiu por completo três casas na rua Professor Levi de Assis, bairro Laguinho, em Codajás (município distante 264 quilômetros da capital Manaus). Ao todo, 17 pessoas ficaram desabrigadas. Conforme as vítimas, a Prefeitura do município prometeu ajuda com casas e cestas básicas, mas, desde o incêndio, não houve o cumprimento das promessas

Segundo informações das famílias, o incêndio começou em uma das casas de madrugada e se espalhou por mais duas. Não houve feridos, mas as famílias ficaram sem moradia e sem assistência da prefeitura, que teria prometido ajuda.

Veja o vídeo do momento do incêndio:

O incêndio aconteceu durante a madrugada e se espalhou destruindo ao todo, três casas | Autor: Reprodução

Segundo uma das denunciantes, a dona de casa Larissa Ramos de Lima, de 23 anos, somente ela conseguiu salvar a pasta de documentos no momento do incêndio, o resto dos pertences foi perdido com as chamas. Hoje ela mora na casa de parentes do esposo e trabalha atualmente como ajudante de produção de açaí. 

As famílias pedem ajuda
As famílias pedem ajuda | Foto: reprodução

A dona de casa Joelma dos Prestes, de 24 anos, contou que  está morando na casa da sogra. O marido está desempregado, pois a motosserra, instrumentos de trabalho do esposo, pegou fogo durante o incêndio. Ela tentou retirar os documentos no cartório, mas disseram que somente irão entregar em julho. As famílias estão sem o benefício do bolsa família. 

Veja como ficaram as casas:

Veja o resultado do incêndio no município | Autor: Reprodução
 

Segundo as famílias, o prefeito do município, Abraão Lincoln, disse em março que iria ajudar os desabrigados. Outra pessoa envolvida é o vereador conhecido como Wanderley, além de secretários de outras pastas. A promessa era de moradias para as famílias e doações de cestas básicas a cada 15 dias. As denunciantes informam que nada do que foi prometido foi cumprido. 

As famílias estão morando na casa de parentes desde o incidente
As famílias estão morando na casa de parentes desde o incidente | Foto: reprodução

“Não recebemos nada até agora. Estou morando na casa da minha sogra. Ao todo, são mais de nove pessoas juntas em um lugar pequeno”, disse uma das donas das casas incendiadas.

Resposta

A assessoria da prefeitura de Codajás informou que as três famílias não deixaram de receber a cestas básicas conforme o programa, o qual atende esse tipo de evento (as cestas são entregues por cada quinzena). Além disso, a prefeitura diz que pagou todas as faturas de energia (atrasadas). A informação é da secretária de assistência social Helcy Bastos.

A prefeitura informou também que enviou mensagem para Câmara Municipal de Codajás, para aprovação do auxílio de R$9 mil, para ajudar na construção das casas, de acordo com o aceite das 3 famílias. O pedido, conforme o órgão, está em análise para aprovação. O valor é somente para a compra da madeira das casas; o alumínio para cobrir as três casas será doado separadamente, pela secretaria. O presidente da Câmara, vereador Evandro Feitosa, garantiu votação imediata do pedido da prefeitura, conforme informou em nota a instituição municipal.  

"Vale ressaltar que, o Sr. Alessandro da Rocha Almeida (23), esposo da Sra. Larissa Ramos de Lima, (23), denunciantes, estão recebendo auxílio emergencial do governo federal no valor de R$1.200,00, fora prefeitura. A senhora Joelma está sem receber o auxílio emergencial do governo federal, pelo motivo do extravio de todos os documentos, no incêndio, inclusive o cartão beneficiário. A secretaria de assistência social agilizou sua documentação, (certidão de nascimento..etc), exceto RG pelo motivo do órgão competente não está funcionando, devido a pandemia. Outrossim, a Sra Joelma nunca solicitou providências da secretaria de assistência social, para se deslocar até Manaus com objetivo de receber o auxílio", destacou a prefeitura em nota.