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    Lançados na pandemia


    Auxílio Emergencial é o mais famoso dos 130 serviços digitais lançados

    Entre os 130 serviços digitais disponibilizados pelo Governo Federal estão o auxílio-desemprego e saque do abono salarial

     

    O uso do aplicativo do benefício ainda traz questões para discussão, inclusive para famílias que não possuem acesso à internet
    O uso do aplicativo do benefício ainda traz questões para discussão, inclusive para famílias que não possuem acesso à internet | Foto: reprodução

    O governo federal divulgou a criação até o momento, de 130 serviços digitais, entre eles aplicativos que ficaram famosos, como o do auxílio emergencial, desde o início da pandemia no Brasil. O uso dos serviços trazem benefícios e discussões sobre exclusão e proteção de dados pessoais. O Auxílio Emergencial é o mais famoso entre os brasileiros. 

    O governo chegou a 700 serviços digitalizados desde janeiro de 2019. entre eles estão a solicitação de auxílio-desemprego, saque do abono salarial, emissão do comprovante do cadastro único e obtenção da carteira de trabalho.

    Auxílio emergencial

    Considerado como o de maior escala já tendo sido pago a mais de 50 milhões de brasileiros. O  acesso foi condicionado ao ato de baixar o programa e a sua utilização. Para Mariah Sampaio, pesquisadora do Centro de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Política da Universidade de Brasília, em que pese o app ter um design fácil, a oferta do benefício por uma aplicação de internet traz riscos de excluir um contingente que precisa dele.

    Ela lembrou que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua de abril de 2020, cerca de 48 milhões de brasileiros não têm acesso à Internet. De acordo com a pesquisa TIC domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, a conectividade entre pessoas que recebem até um salário-mínimo era de 47%.

    “Por mais que o sistema seja oferecido como uma alternativa de facilitação, eu questiono o que estamos fazendo para romper o distanciamento entre o Estado e a população. Somente a tecnologia é capaz de reduzir essa lacuna? Até mesmo dentro do ambiente digital, estamos atingindo a população que está conectada?”, questionou a pequisadora.

    Conforme o Ministério da Cidadania, a pessoa que deseja acessar o auxílio não precisa fazê-lo no seu celular, mas precisa utilizar um aparelho deste tipo e cada telefone só pode fazer uma inscrição. Assim, o interessado não pode utilizar um celular de outra pessoa que pretende pedir o auxílio também. Para quem não está conectado, mas está no cadastro único, o recebimento é automático.

    Para quem não está no cadastro, não é necessário ter pacote de dados para fazer a solicitação do auxílio. A equipe da pasta informou que estabeleceu parceria com os Correios para permitir o requerimento nas agências, mediante preenchimento dos dados.

    *Via Agência Brasil 

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