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    Caso Givancir


    Givancir de Oliveira não volta a comandar o Sindicato dos Rodoviários

    A informação foi repassada por Josildo Oliveira, irmão de Givancir e vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários

    Givancir estava preso desde o dia 2 de março mas foi solto a segunda-feira (8)
    Givancir estava preso desde o dia 2 de março mas foi solto a segunda-feira (8) | Foto: Em Tempo

    Manaus - Josildo Oliveira, que é irmão de Givancir de Oliveira e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, informou nesta terça-feira (9) que o sindicalista - alvo de investigação - não irá retornar ao cargo de presidente do sindicato e permanecerá cuidando exclusivamente da defesa no processo em que é acusado de matar Bruno de Freitas Guimarães e tentar matar a prima dele, uma mulher trans identificada como “Tchelsy”, na tarde do dia 29 de fevereiro deste ano, em  Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus).

    "O processo é longo, a acusação contra Givancir é de uma pessoa que tentou sacanear com ele e, no meu ponto de vista particular, não era nem pro Givancir ter ficado preso. A acusação do "Tchelsy" diz que quem matou o primo dele foi uma mulher e que o Givancir teria o baleado. Se o Givancir atirou nele, ele está vivo e quem matou o outro rapaz foi uma mulher, essa história fantasiosa que ele inventou deveria ser realmente investigada pela polícia para identificar quem realmente matou e o porquê ele acusa o Givancir", declarou Josildo. 

    O irmão de Givancir destacou ainda que o ex-sindicalista denunciou muita coisa errada no município de Iranduba e deve estar pagando um preço alto por isso, mas agora se dedicará a cuidar da defesa e provar a inocência.

    "Vamos acreditar que a Justiça será feita, tanto a daqui da terra quanto a de Deus, que vai mostrar que Givancir é inocente em toda essa história", concluiu.

    Alvará de Soltura

    Givancir Oliveira, ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, foi solto na última segunda-feira (8) e deve permanecer em Manaus aguardando julgamento. A decisão foi do juiz de direito Carlos Henrique Jardim da Silva, que responde pela 2ª Vara da Comarca de Iranduba. O alvará de soltura tem base no ‘’pacote anticrimes’’, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2019 e que permite a revisão de prisões preventivas decretadas.

    Na decisão de soltura, o documento exige cumprimento de medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento semanal à justiça, entrega de passaporte, proibição de frequentar bares, casas de jogos, boates e similares.

    Givancir deverá manter recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folgas, estando somente autorizado a se locomover do trabalho para a residência.

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