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    Restaurantes reabrem e renovam esperança de consumidores e empresários

    Empresários, funcionários e clientes estão mais otimistas com esta etapa de retomada do comércio

    Apesar do otimismo de empresários, a movimentação foi tranquila nos restaurantes
    Apesar do otimismo de empresários, a movimentação foi tranquila nos restaurantes | Foto: Naylene Freire

    Manaus- Restaurantes, lanchonetes, cafés, padarias e afins retornaram o atendimento presencial nesta segunda-feira (15) em Manaus, conforme o decreto estadual que dividiu a reabertura gradual do comércio em ciclos. Em um shopping localizado na Zona Centro-sul da capital, a movimentação foi tranquila, tanto na praça de alimentação como nos restaurantes com lugares próprios para atendimento.

    Estabelecimentos que atuam em outros segmentos, também, voltaram a funcionar neste 2º ciclo de retorno às atividades como lojas de departamento, informática, comunicação, telefonia, materiais e equipamentos fotográficos, brinquedos, livrarias, cosméticos, eletrodomésticos, bijuterias e semi-joias, além de bancas de revista. 

    Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel), Fábio Cunha, após  paralisação de quase 90 dias, o comércio precisava deste momento e disse estar ansioso para o resultado do  plano de reabertura. 

    Medidas de prevenção foram adotadas
    Medidas de prevenção foram adotadas | Foto: Naylene Freire


    “A expectativa é muito grande para todos nós. Os restaurantes estão se modificando para melhor atender com segurança nesse novo ‘normal’. A sensação é de reinauguração. A ideia é que muitos trabalhadores consigam recuperar seus empregos, os que foram demitidos durante essa pandemia. Queremos fazer este retorno de uma forma séria e serena para que possamos manter esta reabertura”, afirmou Fábio.

    Retomada de 50% dos clientes

    O empresário André Parente conhecido na capital amazonense como Dedé, é sócio de uma rede de bar e restaurante na cidade. Em entrevista ao EM TEMPO na sede da Djalma Batista, ele explicou a importância da reabertura do comércio, não apenas para os proprietários, mas para a população amazonense.

    André Parente é conhecido em Manaus com Dedé
    André Parente é conhecido em Manaus com Dedé | Foto: Naylene Freire

    “Sou por natureza otimista. Apesar de tudo que estamos passando com essa crise financeira, desemprego e a pandemia da Covi-19, sempre penso que vai dar certo. Muitas pessoas adoeceram com isolamento. Com a reabertura acredito que teremos uma retomada de 50% dos clientes e da economia. Quando tudo começou sofri um impacto, hoje (15) quando vi as pessoas aqui no empório foi a resposta que estamos no caminho certo e que tudo vai voltar ao normal”, contou esperançoso, Dedé.

    Prevenção obrigatória

    Para que o estabelecimento volte a funcionar, algumas regras foram impostas pelo Decreto Governamental com objetivo de resguardar a saúde dos frequentadores dos locais e funcionários, além de barrar o avanço do novo coronavírus.

    No restaurante visitado, máscaras, viseiras e luvas fazem parte do uniforme dos profissionais  que trabalham lá. Como medida de segurança, no local, assim como em outros restaurantes, são disponibilizados para os consumidores, álcool em gel 70%, luvas de plástico para servir a comida do buffet, além tapetes sanitizantes. Adesivos foram colocados no chão indicando a distância que deve ser mantida entre as pessoas. Algumas mesas sem cadeiras foram dispostas propositalmente para que ninguém sente próximo um do outro.

    Inovação

    O empresário Dedé criou uma espécie de cabine com oito lugares para atender pessoas que querem conversar mas se proteger do vírus, já que o consumidor não estará usando máscara na hora da refeição. “Fizemos um laboratório, mas como vi que está fazendo tanto sucesso dei continuidade, e vou replicar nas outras casas. Ali as pessoas podem ficar sem máscaras, pois, usamos um rodo de madeira para servir. O acrílico impede que as pessoas tenho acesso com o outro mas que consigam se ver”, explicou.

    Patrícia Amanda ficou feliz em voltar a trabalhar
    Patrícia Amanda ficou feliz em voltar a trabalhar | Foto: Naylene Freire


    Devido à crise, o empresário precisou desligar aproximadamente 40 funcionários. A comissária Patrícia Amanda trabalha na empresa há três anos. De acordo com ela no começo da pandemia o medo da doença foi difícil. “No início tive medo, normal, como todos tiveram. Mas depois tudo foi voltando ao normal. Está trabalhando hoje, me deixa feliz e tranquila. Sinal que que as coisas vão melhorar, e tudo vai voltar ao normal”, falou a funcionária.

    Consumidor

    O advogado Beto Hayden, não aguentava mais a quarentena. Nesta reabertura, segundo ele, não podia deixar de ir a um restaurante. Questionado sobre a pandemia, o advogado declarou que é necessário que cada um faça a sua parte e que está feliz com esta fase de retomada do comércio.

    Cliente fiel, Betonão abre mão de frequentar o estabelecimento
    Cliente fiel, Betonão abre mão de frequentar o estabelecimento | Foto: Naylene Freire

    “Conheço todos que trabalham aqui, gosto do ambiente, do serviço e principalmente das bebidas. Voltar enche meu coração de alegria. Poder ir e vir é um direito de todo o cidadão. Tivemos isso tirado por um vírus mutante. O segredo é não ter medo e seguir as normas de prevenção”, opinou o cliente.



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