Fonte: OpenWeather

    Atendimentos


    Espaço provisório para população de rua realiza 15 mil atendimentos

    O abrigo foi montado para ampliar as medidas de prevenção entre esse público contra o novo coronavírus

    | Foto: Leonardo Leão/ Semasc

    Manaus- Em dois meses e meio foram distribuídos mais de 15.105 almoços e ofertou 1.407 banhos a pessoas em situação de rua atendidas no espaço provisório implantado no Centro de Convivência do Idoso (Ceci), no bairro Aparecida, Zona Sul. O abrigo foi montado para ampliar as medidas de prevenção entre esse público contra o novo coronavírus.

    O espaço provisório do Ceci Aparecida é administrado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), com funcionamento diário, das 11h às 13h, e a capacidade de distribuição de refeições é para 250 pessoas, enquanto os banhos são realizados em dias alternativos: segundas, quartas e sextas-feiras. Os usuários do serviço ganham um kit para a higienização, além de roupas que são ofertadas por meio de doações.

    Os usuários que frequentam o espaço também têm acesso aos serviços de atendimento social, psicossocial, saúde e palestras. “A prioridade durante a pandemia é acolher os mais vulneráveis, garantindo direitos básicos como alimentação e higienização, cruciais no combate à Covid-19”, reforçou a secretária da Semasc, Zuzy Anne Zózimo.

    Segundo a coordenadora do Ceci, Clicia Lima, as ações entre as diferentes políticas e serviços, contribuem na garantia dos direitos básicos da população de rua, além de diminuir a vulnerabilidade, participação social e superação dessa situação. “Contamos com o apoio da assistência social do Estado e do município, além da colaboração ativa das Organizações da Sociedade Civil, Vida Alegre, Nova e Eterna Aliança e Desafio Jovem, que estão diariamente conosco”, disse.

    A alimentação, ofertada diariamente, auxilia grande parte da população que busca por oportunidades de emprego durante a pandemia do novo coronavírus, como Daniel Oliveira, 31. “É um serviço importante, porque, em uma situação como eu estou, por exemplo, sem emprego, é uma ajuda e tanto, além também de ajudar várias outras pessoas que estão em situação de rua. É muito bom saber que você tem o que comer todos os dias”, declarou.

    Saúde

    O Ceci dispõe, ainda, de ações de saúde em parceria com outras secretarias do município e organizações sem fins lucrativos. No time de parceiros das ações, está a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que oferta serviços de saúde por meio do programa Consultório de Rua. O trabalho tem como intuito ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, ofertando atendimento integral para pessoas que se encontram em condições de vulnerabilidade social. A equipe é composta por enfermeiro, psicólogo, técnico de enfermagem e atendimento social, e realiza, uma vez por semana, o atendimento no Ceci da Aparecida, com o limite de 20 atendimentos.

    Outro aliado nas ações de acolhimento à população em vulnerabilidade social é a organização humanitária internacional Médico Sem Fronteiras (MSF), que realiza, eventualmente, atividades de promoção à saúde, com ações para garantir medidas adequadas de higiene e prevenção do Covid-19, como doações de máscaras, higienização das mãos e aferição de temperatura.

    Cidadania

    Todas as terça e quintas, são realizados atendimentos psicossociais com a equipe do Centro Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP). O programa, conhecido como Centro Pop Itinerante, é voltado também para as pessoas em situação de rua e oferece, além do atendimento psicossocial, encaminhamento para emissão de documentos e oportunidade para o desenvolvimento social.

    Distribuição

    Quando não há um número de usuários suficientes para almoçar no Ceci, as marmitas que sobram são todas entregues com o auxílio das OCSs nos principais pontos do centro da cidade, onde se encontra uma maior concentração de pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social. “Dessa forma, conseguimos ainda suprir a necessidade de outras pessoas que por outros motivos não conseguem chegar até os centros de acolhimento do município”, disse a coordenadora do Ceci, Clicia Lima.

    Resgate

    O gaúcho Luís Eduardo Lopes, 47, que atua nos centros de acolhimento do município como bolsista, por meio do projeto “Passaporte da Prefeitura de Manaus”, antes vivia na rua. “Em 2018 acabei passando por dificuldades financeiras e me vi em situação de rua, foi quando eu procurei a assistência social do município e acabei conhecendo a estrutura de acolhimento. Pouco tempo depois, consegui superar esse momento difícil e hoje eu trabalho no próprio centro, que já me estendeu a mão quando precisei, ajudando outras”, disse.

    *Com informações da assessoria 

    Leia mais:

    Disque-denúncia já recebeu mais de 3 mil ligações em 2020, no Amazonas

    Tefé chega aos quatro dias sem registros de mortes por Covid-19

    Amazonas registra 508 novos casos de Covid-19 e passa dos 63 mil