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    Pós-pandemia


    Novidades na biossegurança dos consultórios odontológicos pós Covid-19

    Consultórios de Manaus seguem à risca as novas determinações da Anvisa para evitar o contágio dos profissionais e pacientes

    Nos consultórios odontológicos de Manaus o cuidado é dobrado | Foto: Divulgação

    Manaus - A Covid-19 está modificando o cotidiano de muitas pessoas e nos consultórios odontológicos de Manaus não foi diferente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou a nota técnica n° 04/2020, configurando diversas orientações aos profissionais, desde evitar cumprimentos até a mudança nos tipos de radiografia, para não induzir tosse ou salivação, na tentativa de evitar contaminações do vírus.

    Nos consultórios odontológicos de Manaus o cuidado é dobrado pelo alto risco de infecção, já que nos atendimentos são usados aerossóis, o contato frequente com fluidos bucais e saliva, que são algumas das vias de transmissão do vírus.

    “Lógico que o surgimento de novas enfermidades, como é o caso da Covid-19, requer cuidados específicos, não muito distante dos protocolos já empregado na odontologia”, explica o Dr. Maurício Ferreira, dentista-ortodontista. O ambiente odontológico sempre foi passível de contaminações, logo a necessidade de seguir à risca os padrões de biossegurança, implantados pelas autoridades responsáveis, sempre existiu. Para ele, os consultórios que faziam o devido controle não sofreram com a readaptação.

    Dr. Maurício Ferreira afirma que os consultórios que já seguiam o padrão de biossegurança não sentirão dificuldade em se readaptar
    Dr. Maurício Ferreira afirma que os consultórios que já seguiam o padrão de biossegurança não sentirão dificuldade em se readaptar | Foto: Divulgação

    Entre as mudanças determinadas pela Anvisa, a frequente higienização das mãos com água e sabão ou com preparação alcoólica a 70%; a diferença de uma hora entre cada consulta, e não mais 15 minutos ou meia hora, para evitar possível aglomeração de pacientes; o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) completos com gorro, óculos de proteção, máscara N95/PFF2 ou equivalente protetor facial, avental impermeável e luvas; e ainda a aspiração contínua da saliva residual e se possível com sistema de sucção de alta potência, realizando sempre a limpeza das mangueiras ao término de cada atendimento.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, os Cirurgiões-Dentistas, Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal são os menos contaminados pelo coronavirus. Das 1.603.055 de pessoas infectadas no Brasil, 0,17% são Cirurgiões-Dentistas, ou seja, 2.737 profissionais. Entre os Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal, o percentual é apenas de 0,12%, totalizando 1.852 profissionais diagnosticados com Covid-19. Ainda segundo os dados, dos 169 óbitos de profissionais de saúde no Brasil, entre março e junho, cinco são cirurgiões-dentistas.

    Retorno às atividades normais

    Mesmo com a necessidade de isolamento, os atendimentos continuaram acontecendo nos casos de extrema urgência. A Lei Estadual n. 5.195/2020, que foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Amazonas no dia 27 de maio garantiu a reabertura de clínicas e consultórios mesmo em período de calamidade pública, passando a considerá-los como serviços essenciais. Maurício explica a importância da liberação total dos atendimentos, tanto para os pacientes que continuavam à procura de tratamento, quanto para os profissionais.

    “O retorno foi tão necessário no aspecto das necessidades dos pacientes que estavam à procura de tratamento. Além de que, aproximadamente 75% dos profissionais dentistas são autônomos, então a necessidade de continuar realizando atendimentos, que tem acontecido de maneira progressiva, cercado de cuidados tanto para com nossos clientes, quanto para com nossa equipe de trabalho. Também no momento da marcação da consulta ainda por telefone, buscamos orientar o paciente de só ir ao atendimento se não tiver nenhum dos sinais específicos já conhecidos sobre a Covid-19”, completa.

    Para o cirurgião-dentista Rafael Torres é importante seguir as normas para passar segurança aos pacientes
    Para o cirurgião-dentista Rafael Torres é importante seguir as normas para passar segurança aos pacientes | Foto: Divulgação

    Alguns outros procedimentos também adotados nos consultórios odontológicos foi a implantação de tapetes desinfetantes bactericidas, para higienizar os calçados, o não compartilhamento de materiais como canetas, disponibilizar álcool em gel 70% em lugar acessível aos clientes, assim como informativos e avisos de prevenção e desinfecção diária de superfícies como balcões de atendimento, cadeiras, bancadas dentro do consultório e carrinho de utensílios.

    O Dr. Rafael Torres, cirurgião-dentista, explica que é importante seguir as normas para passar segurança aos pacientes, para que não descontinuem os tratamentos. “Quando o paciente percebe que estão sendo feitas de medidas de proteção visando a segurança da equipe de trabalho e do próprio cliente, ele se sente mais confortável e seguro para comparecer ao atendimento. Os pacientes estão sendo mais flexíveis em marcar horários para evitar aglomeração, estão seguindo todos os cuidados e chegando no horário programado”.

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