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    WEB TV Papo Franco


    Vídeo: efeitos da pandemia na sociedade segundo a ótica social

    A professora e pesquisadora Marilene Corrêa responde em entrevista sobre a pandemia na visão das ciências sociais

    A professora Dra, Marilene Corrêa, especialista das Ciências Sociais aponta consequências da pandemia | Foto: Reprodução

     

    A professora Dra, Marilene Corrêa, especialista das Ciências Sociais aponta consequências da pandemia
    A professora Dra, Marilene Corrêa, especialista das Ciências Sociais aponta consequências da pandemia | Foto: Reprodução

    Manaus – A pandemia mundial do novo Coronavírus abriu os olhos para as questões de saúde, relações humanas e perigo de contágio. Já se fala sobre as consequências atuais e posteriores para a sociedade. Em entrevista, a jornalista Renata Félix no programada da WEB TV, Papo Franco, trouxe a opinião da professora e pesquisadora Marilene Corrêa, Titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 

    A professora Doutora Marilene Corrêa da Silva, já foi reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ela apresenta conteúdos relacionadas à ciência em transmissões nas redes sociais. A escolha pelas Lives permite, segundo ela, a proximidade do debate acadêmico. 

    “Eu circulo no ambiente da pesquisa científica, na formação de mestres e doutores. Com essa história de pandemia e de isolamento eu achei que a Live seria uma forma de não deixar as pessoas tão distantes do debate acadêmico, da reflexão científica, dos procedimentos científicos e mais focados na problemática da Amazônia. Mesmo que se trate desse problema universal, nós continuamos nela”, afirmou a professora. 

    Ataque à ciência

    A ciência foi atacada durante a pandemia do novo Coronavírus
    A ciência foi atacada durante a pandemia do novo Coronavírus | Foto: Agência Brasil

    Um dos pontos destacados pela pesquisadora é o ataque à ciência sofrido nos últimos meses. O problema é recorrente na história mundial. 

    “Esse é um movimento que acontece desde 1970, porque foi interrompido na Alemanha em 1960. Existia a dúvida do acontecimento do holocausto e por isso houve grupos neonazistas revigorados. Chamamos de grupos de opiniões que disseminam como notícia do que como comprovação científica”, pontuou.

    Marilene aponta que as pessoas que fazem ataques à ciência, são as que mais usufruem dos benefícios históricos.  “Essas pessoas são vacinadas, possuem produtos de qualidade que passaram pelo crivo da ciência, vivem em um ambiente urbano, luz, possuem receita médica e outras coisas que sem a ciência não seria possível. O ataque faz com que muitos descreditem do meio científico. É uma perda de oportunidade e atraso histórico. Privar uma pessoa da informação, do conhecimento e esclarecimento é letal”, destacou. 

    Outro ponto apresentado pela pesquisadora é o descrédito que o vírus teve no início. As pessoas não acreditavam que o Coronavírus era letal e estava distante, como por exemplo, os brasileiros acreditavam. 

    “O que é mais grave é o desafio interno que é posto para nós enfrentarmos. Várias pessoas não se acomodam, desrespeitam, desobedecem, mas quando se impõe pelo racional, se torna ruim. A decisão não é só pessoal, mas também coletiva, o que eu fizer pode interferir na vida do outro. Se voltar como era antes será um produto de alienação porque a interrupção da pandemia no mundo é inédita, nem na Segunda Guerra Mundial aconteceu isso”, relembrou Marilene.  

    O “novo normal”

    | Foto: Reprodução

    O novo momento é de adaptação. Aos poucos, brasileiros voltam às atividades no trabalho, escolas particulares retornaram, mas com medidas de segurança e autoridades nos Estados aguardam novas recomendações da Organização Mundial da Saúde. A pesquisadora diz enfaticamente que este não é o novo normal, levando em consideração o grande índice de mortos em todo o mundo. 

    “Esse novo normal é falso. Vai deixar o rastro de vários mortos. Nem uma guerra aqui no Brasil chegou a essa magnitude. O novo normal nunca será o normal que conhecíamos. As crises estão acontecendo em política, econômica, educacional e saúde”. 

    Indígenas com Covid-19

    As vidas indígenas foram afetadas diretamente com a intensa circulação de pessoas no interior do Amazonas
    As vidas indígenas foram afetadas diretamente com a intensa circulação de pessoas no interior do Amazonas | Foto: Divulgação

    Outro ponto destacado são as mortes e números de indígenas contaminados pelo vírus. Segundo a pesquisadora, apesar da percepção "errônea" de vulnerabilidade indígena há a problemática da gripe e respiratórios, o ambiente de convivência que passou a ser deles e de outras pessoas que circulam e também a alimentação. 

    "Nossas condições e as dos indígenas não são normais. A pandemia trouxe outros problemas graves como a pobreza, desigualdade, fragilidade dos distritos de proteção aos indígenas", afirmou. 

    Confira a entrevista na íntegra: 

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