Violência


'Não é de hoje', diz oficial de Justiça agredido ao cumprir mandado

O oficial de Justiça cumpria mandado de busca e apreensão para confiscar um carro, no bairro Cidade Nova, na zona Norte de Manaus

Um homem se apresentou como advogado Richard e agrediu com socos, tanto o funcionário do banco, quanto o oficial de Justiça | Foto: Divulgação

Um homem se apresentou como advogado Richard e agrediu com socos, tanto o funcionário do banco, quanto o oficial de Justiça
Um homem se apresentou como advogado Richard e agrediu com socos, tanto o funcionário do banco, quanto o oficial de Justiça | Foto: Divulgação

Manaus - Durante o exercício de sua função, o oficial de Justiça Raimundo José Ribeiro Bonfim, foi agredido, no final da tarde da última sexta-feira (17), enquanto cumpria mandado de busca e apreensão para confiscar um carro. O fato aconteceu no bairro Cidade Nova (Zona Norte de Manaus)

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas (Sintjam), Bonfim, estava acompanhado de um funcionário do banco autor da ação. Por determinação legal, o servidor do Poder Judiciário deveria apreender o veículo de uma mulher, identificada como Edna Viana da Silva e entregá-lo ao funcionário do banco que levaria o bem para a instituição bancária. 

Bonfim tentou cumprir a ordem judicial, mas foi impedido pela filha da proprietária, identificada como Marley Viana da Silva, que dirigia o veículo. Além de desrespeitar a determinação de entregar o carro, a mulher ligou para um homem que foi até o local, se apresentou como advogado Richard e agrediu com socos, tanto o funcionário do banco, quanto o oficial de Justiça, como mostra a gravação feita por populares. 

Veja a agressão

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"Ainda tentei ligar para o 190, mas não conseguir completar a ligação. Geralmente, quando precisamos da polícia, eles vêm, dentro das prioridades deles, mas ontem, não conseguir falar com ninguém", explicou o oficial de Justiça, durante coletiva de imprensa marcada na tarde deste sábado (18). 

Fuga

Ainda de acordo com o Sintjam, os agressores fugiram do local levando o patrimônio. O caso foi registrado no 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o oficial de Justiça se submeteu a exame de corpo de delito. 

"Vou circunstanciar o fato, informar o juiz do caso para tomar as providências legas. O mandado ainda é valido, porque não foi cumprido devido a fuga. Agora é realizar todos os procedimentos para dar cumprimento da ordem", disse Bonfim. 

Raimundo José relatou, ainda, que frequentemente os profissionais sofrem represálias no exercício da atribuição pública. "Não é de hoje, atuo há 25 anos como oficial de Justiça e sempre sofri algum tipo de agressão, as mais comuns são as verbais. As vezes nos sentimos sozinhos, porque falta muito apoio e contamos apenas com os colegas da classe. Sempre existem barreiras. Há casos que o Tribunal dá suporte, tem polícia, mas em muitos casos, estamos sozinhos e somos atacados", lamentou o profissional. 

Posicionamento do Sintjam

Na próxima segunda-feira (20), o advogado do Sintjam entrará com representação junto à Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Amazonas (OAB-AM), contra Richard Regimar pelo comportamento agressivo e criminoso contra um servidor público no exercício de sua função, que é amparada por lei. 

O Sintjam lamenta que o servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, juntamente com o funcionário do banco tenham sido covardemente agredidos e impedidos de exercer o seu papel. A entidade representativa da categoria irá pedir a punição rigorosa do agressor, que feriu o corpo e dilacerou o direito. Opor-se ao Oficial de Justiça, no exercício da função, significa contrariar a própria justiça. Quem não cumpre a lei, provoca o caos social, que rotineiramente leva a barbárie e violência contra inocentes.


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