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    Justiça Federal


    Ex-servidora da Ufam é condenada por improbidade administrativa

    Investigação apontou desvio de recursos públicos na ordem de mais de R$ 150 mil

    Investigação apurou desvios na ordem de mais de R$ 150 mil
    Investigação apurou desvios na ordem de mais de R$ 150 mil | Foto: Divulgação

    Manaus - Uma ex-servidora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi condenada por desviar recursos públicos na ordem de mais de R$ 150 mil. A condenação de Justiça Federal acata um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em uma ação de improbidade administrativa. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (22). 

    De acordo com as investigações, os desvios cometidos por Ione Monteiro foram comprovados por extratos de movimentação financeira. Os desvios ocorriam mediante utilização indevida dos sistemas internos de processamento dos pagamentos efetuados pela Ufam, aos quais a ex-servidora tinha acesso enquanto ocupava o cargo de coordenadora de Contabilidade e coordenadora institucional, entre setembro de 2013 e fevereiro de 2016.

    Em valores atualizados, o prejuízo ao patrimônio da Ufam ultrapassa R$ 200 mil. 

    A ex-servidora era a responsável pela assinatura das demonstrações contábeis e pelo lançamento de todos os pagamentos da universidade, além de atividades ligadas ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Conforme apurado pelo MPF, a fraude nos lançamentos contábeis era realizada em duas etapas.

    Na primeira, ocorria o lançamento propositalmente equivocado de valores na folha de pagamento da Ufam em relação aos servidores que não detinham conta nos bancos Itaú e Banco do Brasil. A partir do momento em que os bancos detectavam o “erro”, remetiam a folha de pagamento de volta à Ufam, para as correções necessárias.

    Durante a segunda etapa da fraude, a ex-servidora - que era responsável pela correção das inconsistências - providenciava que os valores fossem depositados em contas correntes por ela indicadas, e titularizadas por ela própria e pela filha dela. Em Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela Ufam, Ione Monteiro admitiu ter se apropriado dos valores.

    Ao final do PAD, foi aplicada pena de demissão.

    Com base na Lei de Improbidade Administrativa, a Justiça Federal condenou a ex-servidora à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, à reparação do dano e ao pagamento de multa equivalente ao que foi acrescentado ilicitamente ao seu patrimonial, em valores atualizados. A sentença judicial ainda proibiu a ex-servidora de contratar com o poder público por dez anos.

    *Com informações da assessoria

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