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    Fatalidade


    ‘Foi um herói’, diz irmão de investigador que morreu em acidente no AM

    Os corpos dos dois policiais chegaram a Manaus no início da noite desta quinta-feira

    Os policiais de Envira prestaram as últimas homenagens aos amigos de farda
    Os policiais de Envira prestaram as últimas homenagens aos amigos de farda | Foto: Divulgação


    Manaus - Chegaram, no início da noite desta quarta-feira (23), no Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte da capital, os corpos dos policiais que morreram em um acidente fluvial ocorrido, na última segunda (20), no Rio Envira (município distante a 1.208 quilômetros em linha reta de Manaus). 

    O translado dos corpos do Sargento da Polícia Militar, Aleilson Martins da Silva, e o investigador de Polícia Civil, Eduardo Maciel da Silva Melo, foi feito por uma aeronave, que saiu de Envira por volta das 13h30 e pousou no aeroporto Eduardo Gomes por volta das 18h. 

    O tenente F. Neto, irmão do investigador, falou sobre a grande perda para a família e da fatalidade ocorrida. 

    “Tínhamos esperança de encontrá-los com vida, mas infelizmente, ontem [quarta-feira], recebemos a triste notícia do encontro dos corpos. Ficamos sabendo que o Eduardo e o sargento foram arremessados da lancha após a embarcação colidir com o tronco. Vamos esperar a autópsia para saber se ele bateu com a cabeça em algo ou se, de fato, foi um afogamento”, relatou o tenente. 

    Ainda conforme o irmão do investigador, o sargento Aleilson não tinha muita prática de natação e, possivelmente, o policial civil tentou dar algum suporte durante o acidente.

    Os dois policiais foram arremessados com a colisão
    Os dois policiais foram arremessados com a colisão | Foto: Divulgação

    “Acreditamos que o Eduardo tentou salvar o colega, ele não deixaria ninguém para trás. Temos certeza que deve ter agido como um herói. Sempre foi excelente policial, tanto na PM e ultimamente na PC”, contou o irmão da vítima. 

    O investigador deixou a esposa e o filho de 4 anos, que moravam em Manaus. “O filho era muito apegado a ele. Mesmo pequeno, vai ser difícil para ele superar essa perda. Os dois brincavam de futebol juntos”, relembrou o tenente durante a entrevista.

    A equipe de reportagem não conseguiu localizar os familiares do sargento Aleilson. Os corpos dos dois servidores devem ser liberados ainda na noite desta quinta-feira, para a realização dos velórios - que devem ocorrer em endereços diferentes. 

    Veja a entrevista com o irmão do investigador:


    Homenagens 

    Em Envira, colegas de farda também prestaram as tradicionais honrarias militares com salvas de tiros. Muito emocionados, policiais que atuam naquele município se reuniram ao lado dos caixões e fizeram a oração do Pai Nosso. Os caixões estavam envoltos com a bandeira do Estado do Amazonas.

    O acidente

    Conforme o comandante da PM em Envira, tenente Felipe Cerqueira, que também estava na embarcação, a equipe policial saiu da sede do município na noite de segunda-feira (20)  para uma operação policial com intuito de capturar foragidos da Justiça. Na terça-feira (21), por volta das 2h, a embarcação bateu em um tronco de árvore no meio do rio Envira e naufragou.

    Além do comandante PM no local, o barco levava dois guardas municipais e os dois policiais que desapareceram nas águas. Os corpos do sargento Aleilson e do investigador Eduardo foram localizados nas águas, na tarde de quarta-feira (22), após buscas de oficiais do Corpo de Bombeiros Militar dos estados do Amazonas e Acre. 

    Vida na polícia

    Eduardo Maciel da Silva Melo tinha 38 anos e estava lotado no município de Envira desde fevereiro deste ano. Ele entrou nos quadros da Polícia Civil em 12 de julho de 2018. Antes disso, Eduardo era 3° Sargento da Polícia Militar do Amazonas. Entrou na PM em 2005, por meio de concurso público.

    Eduardo já integrou as equipes do Gabinete do Delegado Geral Adjunto, 19º Distrito Integrado de Polícia, 2ª Seccional da Zona Norte, 8º Distrito Integrado de Polícia, Divisão de Repressão ao Crime Organizado, 27º Distrito Integrado de Polícia, 32° Delegacia Interativa de Polícia de Rio Preto da Eva e Delegacia Interativa de Polícia de Japurá.

    Já o 2º sargento da Polícia Militar do Amazonas, Aleilson Martins da Silva, tinha 40 anos e entrou na PM em 2001. Ao longo de sua experiência militar, ele atuou no 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Comando de Policiamento do Interior (CPI), 3º BPM e 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

    Tinha uma ficha funcional com muitos elogios por sua atuação como policial. Já tinha sido agraciado com medalha de honra ao mérito e colecionava outros elogios dos seus comandantes pelos ótimos serviços prestados.

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