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    Perigo no trânsito


    Cresce número de motociclistas mortos no trânsito de Manaus

    Neste 27 de julho é celebrado o dia do motociclista e os dados de acidente envolvendo motos em Manaus preocupa condutores

    Apenas em maio deste ano, mesmo com o isolamento social em vigor, 16 pessoas morreram conduzindo o veículo de duas rodas
    Apenas em maio deste ano, mesmo com o isolamento social em vigor, 16 pessoas morreram conduzindo o veículo de duas rodas | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus- De acordo com dados do Departamento de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), de janeiro a junho deste ano, aconteceram em Manaus, 50 mortes em acidentes de trânsito, envolvendo motociclistas. No mesmo período do ano passado, foram 24 registros com vítimas fatais. Já o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Instituto Médico Legal (IML), no primeiro semestre de 2020,  contabilizaram, 41 óbitos e, em 2019, os registros são menores: 35 casos. Ou seja, de acordo com os órgãos competentes, as estatísticas de mortes no trânsito desse grupo de condutores, aumentaram na capital.

    Apenas em maio deste ano, mesmo com o isolamento social em vigor, 16 pessoas morreram conduzindo o veículo de duas rodas e no ano passado, no mesmo mês, nenhuma morte foi notificada pelos órgãos responsáveis. O número de acidentes com vítimas lesionadas não foi divulgado, devido, muitos casos não serem registrados pelos próprios envolvidos e com isso, não existirem dados exatos.

    Preocupação dos condutores

    Neste 27 de julho é celebrado o dia do motociclista e os dados de acidente envolvendo motos em Manaus preocupa condutores. Apaixonado pelo veículo de duas rodas, Willian Albuquerque, é habilitado nas categorias A e B, mas sempre preferiu a moto. Atualmente desempregado, ele pilotou por 11 anos e já se envolveu em quatro acidentes de trânsito. Porém, após a última colisão que quase custou sua vida, ele decidiu vender o meio de transporte.

    “No meu último acidente, eu estava a caminho do trabalho na avenida Torquato Tapajós. Uma mulher foi atravessar a rua correndo sem olhar para a via. Não tive tempo para frear e acabei batendo nela e caindo. Com a queda, acabei quebrando o cotovelo e fui para baixo de um micro-ônibus. Não fazia ideia da gravidade do meu acidente até chegar as equipes de atendimentos médicos. Fui encaminhado imediatamente ao Hospital 28 de Agosto”, explicou William.

    William relembra a época em que pilotava
    William relembra a época em que pilotava | Foto: Arquivo Pessoal

    Mesmo usando todos os equipamentos de proteção necessários, no Pronto-Socorro, o homem descobriu que tinha fraturado o cotovelo e precisava passar por um procedimento cirúrgico. Vale ressaltar que no dia do acidente, a esposa de William estava na garupa com ele. Ela não teve nenhum ferimento. Após o susto, William decidiu vender a motocicleta.

    “Muita gente me falou que seria melhor eu vender a moto. Todos da minha família e amigos ficaram com medo depois de tudo que vivi. De todos os acidentes que sofri, esse foi o que mais me assustou. Eu tentei pilotar novamente, mas depois desse acidente não tive a confiança de antes. Fui motoboy durante 10 anos, nunca sofri uma colisão parecida. Na época, eu trabalhava como administrativo e só usava o veículo para ir e voltar do trabalho”, relatou o motociclista.

    Moto como preferência

    O programador Erison Alexandre, 21 anos,  que possui uma Fazer 150, diz que para ele a moto é a melhor opção de transporte na capital. Mesmo com as dificuldades que os pilotos enfrentam, afirma que a rapidez do veículo facilita o dia a dia no tráfego. Mesmo tendo sido vítima de acidente, o jovem elegeu a motocicleta como sua preferência na mobilidade urbana.

    Outro perigo aos motociclistas é o temido cerol
    Outro perigo aos motociclistas é o temido cerol | Foto: Suyanne Lima

    “Entendo que o transporte tenha seu lado negativo em questão da vulnerabilidade. Mas em contrapartida, tenho mais agilidade e chego rápido aos lugares. Sou habilitado nas categorias A e B, há dois anos. Optei por ser mais fácil de chegar aos lugares e por ser mais econômico. Uma vez, um carro entrou na via e não me viu. Levei um susto, mas passou e hoje está tudo bem”, declarou o jovem motociclista.

    Outro fator de perigo aos pilotos

    As brincadeiras de pipas ou papagaios com cerol é um outro risco que expõe a vida de pilotos de moto. O último caso que impactou a sociedade amazonense foi o caso da frentista Marta Cristina Silva de 38 anos de idade. A vítima teve o pescoço cortado por uma linha de cerol, enquanto pilotava sua motocicleta na rua Margarita, bairro Cidade de Deus, Zona Norte. Ela ainda ficou internada, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

    Outra tragédia envolvendo pilotos e o cerol, aconteceu em um posto de gasolina no Centro de Manaus. O motociclista, Douglas Duarte, teve o nariz cortado pela linha de papagaio com cerol e teve que passar por procedimento cirúrgico onde levou seis pontos na região.  

    Em Maio deste ano 16 mortes foram registradas
    Em Maio deste ano 16 mortes foram registradas | Foto: Reprodução


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