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Ciclista pedala de Florianópolis para Manaus por vaga de emprego

Busca por uma oportunidade de emprego fez o ciclista percorrer mais de 3 mil km em uma bicicleta

A viagem é de mais de 3 mil km de bicicleta
A viagem é de mais de 3 mil km de bicicleta | Foto: Reprodução

Manaus – O desemprego na pandemia deixa marcas consideráveis na economia e na vida dos brasileiros. Uma possível oportunidade de emprego em Manaus fez o entregador de alimentos Tiago Correa, de 26 anos, vir de Florianópolis de bicicleta.

O paraense conta que já atuou como fuzileiro naval em Manaus por cinco anos. A decisão de retornar à capital amazonense aconteceu após ser demitido durante a pandemia. Ele atuava nas ruas de Florianópolis com a entrega de alimentos em formato Delivery. 

Tiago Correa está em busca de emprego na capital amazonense
Tiago Correa está em busca de emprego na capital amazonense | Foto: Reprodução

“Fui militar desde o alistamento quando fui reservista marinheiro, depois fiz concurso para fuzileiro naval da Marinha, que fiquei desde então. A Marinha me deu baixa, com honra ao mérito, claro. Fui jovem aprendiz aos 17 anos, trabalhando em shopping em Belém”, relatou o ciclista. 

O desafio vai além do desejo de emprego. Tiago é ciclista há um ano e conta que não teve preparação para a viagem. Os dias de entregador foram o treino necessário para a viagem de mais de 3 mil quilômetros. A proposta de emprego em Manaus é para a área de segurança de condomínio. 

A saída de Florianópolis foi no dia 13 de julho e passou pelas cidades de Joinville (SC), Curitiba (PR), Ponta Grossa (PR), Ortigueira (PR), Paranavai (PR), Rosana (SP), Nova Andradina (MS), Anhanduí (MS), Campo Grande (MS), Rio Verde do Sul (MS), Rondonópolis (MT), Cuiabá (MT), Cárceres (MT), Vilhena (RO), Ariquemes (RO), Porto Velho (RN) e a cidade amazonense, Humaitá (AM) e por fim, chegou à Manaus. 

Ele conta que pedalava cerca de 10 horas por dia, das 7h às 12h e das 13h às 18h.

O ciclista volta para Manaus de bicicleta
O ciclista volta para Manaus de bicicleta | Foto: Reprodução

“O que mais marcou a minha viagem de bicicleta foi a ajuda de pessoas que conheci. Algumas me ajudaram financeiramente e outras me apoiaram, me deram forças. Recebi doações de comida, porque não havia comprado. Tive todos os dias o café da manhã, o almoço e a janta. Durante a noite, dormia em postos de gasolina 24 horas. Eles guardavam a minha bicicleta nos galpões onde fazem revisão nos carros. Tinha sempre um lugar para descansar”, contou emocionado com o percurso percorrido até aqui. 

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