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    Raios


    Incêndio em Porto de Manaus mostra o perigo dos raios no Amazonas

    Anualmente há registros de prejuízos e mortes de pessoas atingidas por raios. Incêndio no Porto Chibatão foi o que mais causou prejuízos materiais e horas de ação do Corpo de Bombeiros

    Região amazônica possui grande incidência de raios
    Região amazônica possui grande incidência de raios | Foto: Lucas Silva e Reprodução

    Manaus - O incêndio de grandes proporções que não deixou vítimas, mas que dura mais de 17 horas em contêineres do Porto Chibatão - localizado na Zona Sul de Manaus -, foi ocasionado por um raio na última terça-feira (18). Essa foi a primeira incidência do fenômeno natural com grandes prejuízos materiais, afirmou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

    Raios na região amazônica são comuns. O Amazonas é o segundo estado com maior incidência do fenômeno natural, segundo aponta o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A pesquisa foi realizada em 2012 e já tinha a previsão para o ano de 2017, de ser a maior incidência de raios dentro da média histórica. 

    O estado do Amazonas registra anualmente, pelo menos, 11 milhões de raios. Os municípios de Manaquiri, Beruri, Careiro, Anori, Manaus, Manacapuru, Maués, Rio Preto da Eva, Anamã e Coari, são os que apresentam maior incidência de raios, entre as cidades do Estado. 

    Mortes por raios

    Apesar de ser um fenômeno da natureza, cerca de 300 pessoas são atingidas por raios no Brasil anualmente. Os dados são do Inpe. Em outubro 2018, um agricultor de 50 anos morreu, após ser atingido por um raio no quilômetro 7 do ramal do Brasileirinho, no bairro Puraquequara, Zona Leste. A vítima estava trabalhando em um sítio. 

    No mês de novembro do mesmo ano, duas pessoas morreram após serem atingidas por raios em municípios do interior do Amazonas. Outras pessoas também foram atingidas pelas descargas elétricas na ocasião, mas sobreviveram. Leia sobre o caso:

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    Uma das vítimas era uma adolescente de 17 anos, que foi atingida no momento em que estava dentro de casa almoçando. Segundo a família, a vítima apoiava um prato de alumínio sobre os braços, o que pode ter atraído a energia em maior intensidade.

    A outra vítima era um pescador que estava em uma canoa. Na ocasião, estava se formando um forte temporal. Ao buscar por abrigo na embarcação de madeira, o pescador foi atingido pelo raio e morreu na hora. A força do raio rasgou as roupas do homem, além de abrir um ferimento em sua cabeça.

    No início deste ano, um casal morreu após ter a casa atingida por um raio. Eles moravam no ramal do Acajatuba, comunidade Igarapé Grande, em Iranduba. Moradores do local disseram à polícia que o casal estava dormindo no momento do incidente. O imóvel teve perda total e os corpos das vítimas foram carbonizados. 

    Prejuízos materiais

    Ao todo, conforme informações do Corpo de Bombeiros - que atuam desde a tarde desta terça-feira (18) no Porto Chibatão, em Manaus -, oito contêineres tiveram perda total e outros 30 foram atingidos pelas chamas. Os prejuízos com o incêndio ainda não foram contabilizados. Leia mais:

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    Segundo o sargento Dênis Ferreira, o trabalho de rescaldo vai continuar e demorar, pois se trata de uma grande quantidade de material inflamável e terá que ser mexido para que a equipe consiga combater o incêndio. 

    "Os focos de incêndio ainda estão em profundidade. Ainda vai demorar e as equipes continuam no local. Temos setes viaturas no local. É uma área muito grande para remexer e vai demorar", explicou. 

    Em 2019, a sede da Manaus Previdência, localizada na Avenida Constantino Nery, Chapada, Zona Centro-Sul, foi atingida por um raio durante uma chuva em Manaus. O raio atingiu a subestação de energia do órgão e os atendimentos foram suspensos no mês de fevereiro. 

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    Veja a transmissão direta do local do incêndio: