Balanço


Base Arpão já causou prejuízo de R$ 4 mi ao crime, diz Governo do AM

Governo divulgou balanço de ações da Base neste domingo (13)

Base Arpão completou um mês de atuação no Rio Solimões
Base Arpão completou um mês de atuação no Rio Solimões | Foto: Carlos Soares/SSP-AM

Manaus - A Base Arpão, instalada na região do Rio Solimões para combater crimes ambientais, narcotráfico e pirataria, completou um mês de atuação. Em nota divulgada neste domingo (13), o Governo do Estado informou que as apreensões feitas pela Base já causaram um prejuízo de R$ 4,2 milhões ao crime organizado. 

Em seu primeiro mês de atuação, foram apreendidos 30 suspeitos - entre adultos e adolescentes -, além de entorpecentes. O Governo afirma que foram retirados de circulação mais de 200 quilos de entorpecentes, entre maconha e cocaína, e apreendidos mais de 8,3 toneladas de carnes de caça de animais ameaçados de extinção e protegidos por lei, como o pirarucu e jacaré.

Além disso, foram apreendidos também 50 ovos de tracajá e cinco quelônios. Ao todo, R$ 676 mil em multas por crimes ambientais já foram aplicados, segundo o Governo. 

Na base, criada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), atuam policiais civis, delegados, investigadores, escrivães, militares de batalhões especializados da Polícia Militar, policiais federais, peritos criminais, bombeiros, membros da Força Nacional, além de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o secretário de segurança pública, coronel Louismar Bonates, nos primeiros 30 dias, a base Arpão conseguiu dar um duro golpe no crime organizado que atua por meio do Solimões.

Base Arpão conta com equipes de diferentes forças de segurança
Base Arpão conta com equipes de diferentes forças de segurança | Foto: Carlos Soares/SSP-AM

“Os resultados estão sendo excelentes, com prejuízo para o crime, armas apreendidas, drogas e pessoas presas. A população de Coari e de todo o Amazonas está sendo beneficiada com esse combate ao narcotráfico”, afirmou Bonates, por meio de assessoria.

O major Marcelo Cruz comandou a operação no mês de agosto. Ele disse, em nota, que as revistas e abordagens utilizam cães farejadores, que são especialistas em faro de narcóticos, além de mergulhadores que verificam o casco das embarcações. 

“Nós fazemos a revista em toda a embarcação, incluindo porões e todos os passageiros. A gente verifica as cargas, enquanto o cão passa nas bagagens. Temos os mergulhadores que vão por baixo da embarcação verificar se tem alguma coisa ilícita, se foi colocado algo ali”, informou Cruz, por meio de assessoria.

Veja abaixo os números referentes à Base Arpão: 

  • Prisões: 27 adultos e três adolescentes;
  • Crimes mais comuns: tráfico de drogas e crime ambiental;
  • Drogas apreendidas: 200,7 kg;
  • Multas: R$ 676 mil;
  • Armas de fogo: seis;
  • Dinheiro em espécie: R$ 46,7 mil;
  • Prejuízo ao crime: R$ 4,2 milhões;
  • Outros materiais: oito toneladas de pirarucu; 300 quilos de carne de jacaré; 3,2 kg de carne de veado; 6,3 kg de carne de paca; 22,5 kg de pirarucu; 7,6 mil comprimidos de remédio abortivo; 172 ovos de tracajá; cinco quelônios; uma draga; 40m³ de areia; cinco embarcações. 

*Com informações da assessoria

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