Mandados de prisão


Confira quem são os presos na 'Operação Sangria', no Amazonas

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão temporária nesta quinta-feira (8), todos em Manaus

| Foto: Divulgação

Manaus – A segunda fase da Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federa nesta quinta-feira (8), que investiga desvio de dinheiro na compra de equipamentos para combater à Covid-19, prendeu cinco pessoas ligadas ao Governo do Amazonas. São eles:

O empresário e médico Luiz Carlos Avelino Junior, marido da ex-secretária de Comunicação Social do Amazonas, Daniela Assayag, o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias, a ex-subsecretária de Atenção Básica à Saúde, Dayana Priscila Mejia de Souza, o engenheiro clínico Ronald Gonçalo de Caldas Santos, e o empresário Gutemberg Leão Alencar foram os cinco presos na Segunda Etapa da Operação Sangria, deflagrado nesta quinta-feira (8).

O marido de Daniela Assayag havia sido apontado anteriormente como um dos sócios da Sonoar, uma das empresas que participaram do esquema de compra de ventiladores pulmonares, que não serviam para tratar pacientes da covid-19 em Manaus.

Gutemberg Alencar seria o operador de negociação, indicado para ''auxiliar'' nas compras dos ventiladores, conforme Alcineide Figueiredo Pinheiro, ex-gerente de compras da Secretaria de Saúde do Amazonas, declarou em depoimento para a Polícia Federal, em junho.

Ao todo, ação da Polícia Federal cumpriu 14 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo nove de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Todos foram cumpridos na capital amazonense.

Vice-governador

Outro alvo da operação, considerado até o principal, é o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida. Agentes da PF fizeram buscas e apreensões no gabinete e na casa dele.

Conforme a PF, na primeira fase da operação, foi verificado que uma empresa comercializadora de vinhos, utilizando-se de empréstimo de dinheiro, adquiriu de uma empresa local os respiradores pulmonares. Em seguida, revendeu-os ao Estado do Amazonas com preço superfaturado.

Já o dinheiro recebido pelo Governo do Amazonas foi remetido ao exterior, para uma empresa aparentemente de fachada. A partir dos elementos de prova angariados após o cumprimento dos mandados judiciais na primeira fase, identificou-se que mais funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas também participaram do processo de contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.

Há indícios de que a aquisição destes respiradores pulmonares seria apenas o início de outros esquemas de compra de equipamentos que seriam realizados durante a pandemia do COVID-19, na medida em que, na primeira fase ostensiva, foram apreendidas consideráveis propostas de preços de respiradores pulmonares de diferentes empresas na posse de apenas um empresário, sem razões aparentes.

A investigação aponta, ainda, a participação efetiva de sócio oculto ligado a uma empresa investigada, o qual, com o lucro obtido de maneira fraudulenta, investiu na aquisição dos testes rápidos para COVID-19, com a finalidade de revender ao Estado do Amazonas e aumentar o proveito da vantagem obtida de maneira ilícita.

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