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    Manifestação


    No AM, donos de flutuantes protestam contra decreto de prorrogação

    Com o decreto, fica suspenso, por mais 30 dias, o acesso às praias e o funcionamento de balneários, flutuantes e bares

    Prorrogação foi aprovada após avaliação dos dados epidemiológicos da doença no Amazonas | Foto: Marcio Melo

    Manaus – Na manhã desta quarta (28), donos de flutuantes realizaram uma manifestação em frente à sede do Governo do Amazonas contra a prorrogação do decreto que proíbe o funcionamento de espaços por mais de 30 dias.

    O Decreto Estadual Nº 42. 792 que suspende o funcionamento de flutuantes, bares e balneários está em vigor desde o dia 24 de setembro, por conta do alto número de internações da pandemia de Covid-19 e, fica suspenso até o dia 27 de novembro pelo governador do Estado, Wilson Lima.

    De acordo com dados da última terça-feira (27), o estado registrou mais de 158 mil casos da doença.

    Segundo o presidente da Associação de Flutuantes do Rio Tarumã-Açú (Aflutura), Lúcio Bezerra, a categoria de flutuantes não estava presente na reunião com representantes do comércio e do turismo que ocorreu nessa terça-feira (27).

    “A nossa atividade de locação de flutuantes é relativamente nova, que ainda não tem legislação ou regulamentação, então é preciso diferenciar as categorias de flutuantes. Existe uma incompatibilidade porque restaurantes podem funcionar na cidade com restrições e o flutuante que é restaurante na cidade não está podendo operar, isso que estamos tentando entender”, relata.

    Para ele, a prorrogação afeta a economia da comunidade e outras atividades ligadas à área. "Quando foi proibido de funcionar por meio do decreto, parou também o transporte, a economia da comunidade, porque os usuários de flutuantes movimentam a economia da comunidade”.

    Ainda para o presidente da Associação, apesar da proibição dos flutuantes, os responsáveis chegaram a preparar um plano para a retomada de atividades com orientações sanitárias.

    “A nossa atividade está ligada diretamente ao turismo, e o turismo já retornou com protocolos e restrições. E a Associação se preparou para a retomada na última revogação do decreto com seu próprio protocolo, então seguimos a recomendação, queremos entender o porquê não estamos funcionando”, explicou.

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