Amazônia


Pesquisador ressalta a construção da identidade negra na Amazônia

A pesquisa têm por finalidade entender os agentes sociais amazônicos e melhorar a qualidade de vida dos povos da Amazônia

Os estudos buscam ir além de grandes pesquisas já realizadas sobre o tema no Amazonas.
Os estudos buscam ir além de grandes pesquisas já realizadas sobre o tema no Amazonas. | Foto: Ilustrativa

Estudos e pesquisas relacionados a Amazônia, realizadas pelo pesquisadorJúlio Cesar Coelho Gama,  têm por finalidade entender os agentes sociais amazônicos e melhorar a qualidade de vida dos povos da Amazônia que se transformam a cada dia no processo dinâmico de nossa realidade. 

Segundo o pesquisador, que atua na Linha 1 Sistema Simbólico e Manifestações Sócio Culturais da Ufam, os estudos buscam ir além de grandes pesquisas já realizadas sobre o tema no Amazonas.

”O módulo de pesquisas em Sociedade e Cultura na Amazônia que estuda a identidade desses grupos, dando respaldo e trazendo novos elementos a estudos conhecidos sobre a presença dos negros, quilombolas e indígenas na Amazônia”, disse. 

Gama cita entre as referências, os realizados por nomes como o Prof. Dr. Geraldo Pinheiro sendo um dos percussores nos estudos que envolvem a imigração dos nordestinos e principalmente negros Vindos do Maranhão no Período Áureo da Borracha em busca de melhores condições de vida.

“O que quero ressaltar é que além da força de trabalho esses grupos trouxeram uma identidade cultural, identificada em manifestações religiosas e outros aspectos socioculturais”, afirma. 

Gama é orientando da Prof. Dra. Renilda Aparecida Costa da representante no Amazonas da ABPN (Associação de Pesquisadores Negros), e professora do PPGSCA nos estudos das manifestações religiosas e indenitárias na Amazônia.com isso o pesquisador busca um novo olhar sob a região. 

“Diferente da maioria das pesquisas feitas de modo cartesiano e eurocêntrico sob a Amazônia, quero trazer essa voz amazônida, revelar o que é verdadeiramente amazônico, a partir desses estudos dos grandes nomes da região, como o historiador Mário Ypiranga Monteiro, o Prof, Dr, Robério Braga e Samuel Benchimol”, cita Gama.  

O respaldo das pesquisas de Gama também vem da coordenação do PPGSCA  pela Prof. Dra. Iraildes Caldas Torres. “As referências são muitas. Incluo aí a Prof. Dra. Marilene Correa, autora do livro ‘O Paiz do Amazonas’ uma grande obra referência da literatura amazonense, a Prof. Dra. Artemis Araújo Soares um dos maiores nomes nos estudos da corporeidade e também os estudos do teórico francês Le Breton em Corpo e Sociedade”, completa.  

Gama ressalta a necessidade do fomento à pesquisa como um reforço ao esclarecimento dessas características socioculturais e a esse novo olhar amazônico e seu empenho em tempo integral ao tema.

“A aprovação em primeiro lugar me valeu uma bolsa pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas). Isso possibilita maior empenho e participações em simpósios de relevância regional, nacional e mundial”, pontua o pesquisador. 

O fomento também facilita os estudos em uma época difícil como a que passamos com o isolamento imposto pela pandemia de covid-19. “Estamos atuando de forma remota, por meio de encontros pelo app Google Meet, o que nos permite manter os estudos em andamento, tendo assim uma nova forma  tecnológica de estudos adaptada pelas condições atuais”, explica.  

Gama participa intensamente de movimentos sociais, atuando para uma maior qualidade na educação desses grupos e no combate a intolerância religiosa que ataca esses povos tradicionais. Os últimos quatro anos do pesquisador foram de dedicação a pesquisa e publicação e defesa de artigos científicos em eventos como o Copenorte (Congresso de Pesquisadores Negros) 

*Com informações da assessoria

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