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    Eleições 2020


    Petrobrás não libera petroleiros do Amazonas para votação nas eleições

    Em documento oficial, a Petrobrás orienta que apenas os funcionários convocados a mesários estão liberados das funções no dia de votação

    O Sindipetro/AM questiona a medida da Petrobrás em relação às eleições municipais e exige da Reman medidas locais | Foto: Divulgação

    Manaus - O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro/AM) recebeu denúncias que a categoria petroleira da Refinaria Isaac Sabbá - Reman, que estiver em regime de trabalho durante o primeiro e segundo turno das eleições municipais de 2020, estão restritos de votar.

    Em documento oficial, a Petrobrás orienta que apenas os funcionários convocados a mesários estão liberados das funções no dia de votação e, caso contrário, não haverá liberação de trabalhadores para exercerem o direito ao voto. A Petrobrás ainda orienta que os empregados justifiquem a ausência na Justiça Eleitoral.

    Com base legal em que as empresas não podem impedir o trabalhador de exercer o direito de voto, o Sindipetro/AM questiona a medida da Petrobrás em relação às eleições municipais e exige da Reman medidas locais para que a categoria petroleira possa se ausentar do trabalho no domingo (15), para votar.

    O sindicato destaca que a Reman opera em regime de turno e a votação ocorre durante o horário de trabalho.

    Para o diretor do Sindipetro/AM, Marcus Ribeiro, a medida da Petrobrás vai contra os direitos constitucionais. “Os petroleiros e petroleiras estão exigindo a validação dos seus votos. E mesmo em trabalho, eles possuem esse direito de forma legal. Essa é a primeira eleição que a Petrobrás aplica medida em que restringe a categoria a votar. Nas eleições anteriores, a empresa mantinha uma escala de funcionários, garantindo o direito de voto de todos os trabalhadores", ressalta.

    *Com informações da assessoria