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    Transporte Coletivo


    'Greve de ônibus não está descartada em Manaus', afirmam rodoviários

    De acordo com o sindicato dos rodoviários, caso não haja uma definição sobre o pagamento do 13º salário e a permanência dos cobradores a "greve será inevitável"

    O SSTR garantiu ainda que a frota de ônibus segue dentro da normalidade
    O SSTR garantiu ainda que a frota de ônibus segue dentro da normalidade | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus - Sem acordo entre rodoviários e empresários, sobre os pagamentos do 13° dos trabalhadores e a permanência dos cobradores no sistema de transporte coletivo, a greve de ônibus não está descartada em Manaus.

    Representantes das categorias estiveram reunidos, nesta quinta-feira (3), na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), mas o encontro terminou sem definições.

    Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (STTRM), não houve um consenso entre as partes e uma nova reunião foi marcada para está sexta (4), em um local ainda indefinido. 

    "Os empresários fizeram uma proposta, o sindicato laboral fez uma contra proposta e não chegaram a um denominador comum.  Se caso não cheguem a uma decisão definitiva, a greve é inevitável!", informou a assessoria de comunicação do STTRM. 

    Conforme Fernando Borges, assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), as negociações continuam.

    "As partes estão dialogando, para ajustar a situação relativa ao 13º terceiro. As negociações prosseguem, mesmo vigente uma liminar proibindo a greve, acreditamos que a intenção de ambas as partes é chegar a um denominador comum. Acredito que nos próximos dias a situação deve estar equacionada", declarou.

    Liminar 

    As ameaças de paralização iniciaram nesta semana e o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região já possui uma liminar determinando uma operação mínima de 85% da frota. O percentual de 15% destinado à paralisação se deve ao período de pandemia.

    O desembargador José Dantas entendeu que esse momento não permite maiores restrições ao serviço. Sobre a reivindicação quanto a extinção da função do cobrador, o magistrado disse que a demanda não tem fundamento na jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. 

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